Biometria nos estádios: Dragões na discussão

O deputado Celso Nascimento reuniu-se no dia 30 de outubro com os líderes das principais torcidas organizadas de São Paulo – inclusive a Dragões da Real. O parlamentar realizará uma audiência pública no próximo dia 13 de novembro para debater o projeto de lei 779/17, de sua iniciativa, que institui a identificação dos torcedores por meio do sistema de biometria nos estádios com capacidade superior a 10 mil lugares.

Estiveram presentes o presidente e vice-presidente da Associação Nacional das Torcidas Organizadas, André Azevedo (também presidente da Dragões) e Alex Minduim, respectivamente, o Delegado Sérgio Luiz da Silva Alves, da 5ª Delegacia de Polícia e Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva.

Os líderes das torcidas organizadas estão apoiando a medida como forma de conter a violência nos estádios. Uma das reivindicações por eles apresentadas diz respeito ao retorno dos mastros nas partidas de futebol, que estão proibidos desde 1995.

O deputado Celso Nascimento ressaltou que é imperativo reverter a imagem negativa das torcidas que, na grande maioria das vezes, são responsabilizadas por indivíduos que, isoladamente, cometem infrações nos estádios. “Todas as torcidas tem um trabalho social junto às entidades e associações, além disso, seus líderes são pacificadores e querem ver a festa das torcidas nos estádios” disse.

O presidente da ANATORG e da Dragões, André Azevedo, fez uma comparação com times de futebol de outros países e disse que gostaria de ver a festa da torcidas dos times estrangeiros aqui no Brasil. André falou também que atualmente as torcidas não entoam mais cantos que façam reverência a atos de violência e que essa era uma questão cultural que hoje já não existe mais.

Nota da Dragões da Real:

Nós, torcedores organizados, não somos favoráveis à biometria. Além do alto custo, vale salientar que ele seria implementado somente em algumas praças. Isso acaba servindo para segregar o torcedor organizado, rotulando-o somente ele como “perigoso” e “gerador de violência”. Em outras palavras: basta o verdadeiro mau torcedor não se cadastrar na biometria e todo o projeto será um fracasso.

A discussão não foi imposta por nós, ela existe e já está em curso em vários órgãos. A decisão infelizmente não compete às torcidas: resta-nos acatar mais uma norma imposta.

 

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