11 anos sem César: jamais esqueceremos nosso guerreiro

Parece que foi ontem. Sério mesmo, às vezes a gente fica se perguntando como ele reagiria se estivesse aqui, se visse a tortura que foi esta temporada para o torcedor são-paulino, se estivesse à frente da bateria na arquibancada, sempre incansável cantando pelo SPFC nas horas mais difíceis. Mas aí a gente volta à realidade: nesta semana completam-se nove anos que o guerreiro se foi.

Exatamente neste dia 7 de dezembro completam-se inacreditáveis 11 anos que Nilton César de Jesus foi assassinado pelo sargento José Luiz Carvalho Barreto, antes do jogo do SPFC contra o Goiás, que fechava o Campeonato Brasileiro de 2008, em Brasília.

César (ele detestava ser chamado de Nilton César) estava feliz, o nosso SPFC iria levantar o título de tri-campeão brasileiro seguido e hexa-campeão nacional naquele ano. No dia anterior, ele havia postado no Orkut (lembra?) sobre a caravana pra Brasília, convocando os associados da Dragões para o jogo. Mal sabia que sua vida seria interrompida no dia seguinte por um sargento emocionalmente descontrolado que não tinha a menor condição de portar uma arma de fogo.

Justiça? Não, amigo, não aconteceu nada com o sargento. Sobrou apenas a dor imensa dos amigos da torcida, da família e do filho pequeno que ele deixou.

Onze longos anos se  passaram, mas a Dragões jamais esquece seus guerreiros. Nas bandeiras, nas faixas, nas camisas e nos nossos corações, César é eterno. É nosso presidente de honra perene.

Se ele estivesse lendo isso agora, certamente diria: “Carái, mano, que texto dramático da porra, aqui é Dragões, fala do SPFC, fala da Dragões, pô!” Mas vamos contrariá-lo só um pouquinho pra manter essa homenagem assim mesmo, pois nossa admiração e nossa amizade são eternos.

Fique em paz, César.