Após início arrasador, Rigoni vive fase ruim depois de saída de Crespo

Emiliano Rigoni chegou ao São Paulo de maneira fulminante. Em poucos jogos, gols e assistências vieram, e o atacante se credenciou ao posto de protagonista do time depois da conquista do Paulistão. Contudo, na reta decisiva do Brasileirão, competição na qual o Tricolor briga contra o rebaixamento à Série B, o desempenho individual caiu nas estatísticas.

Rigoni está há seis jogos sem balançar as redes ou distribuir uma assistência pelo São Paulo. O argentino chegou a ficar esse período sem anotar gols em junho, pouco depois de desembarcar no Morumbi, mas compensou dando três passes para a finalização certeira de companheiros.

O argentino não marca há quase dois meses. O último gol foi no empate por 1 a 1 com a Chapecoense, em 3 de outubro, ainda sob o comando de Hernán Crespo.

Sob o comando de Ceni, Rigoni atuou em quatro partidas, todas como titular. O aproveitamento do time com o argentino sob a orientação do novo comandante é de 50% dos pontos, com duas vitórias (Internacional e Palmeiras) e duas derrotas (Bahia e Flamengo).

Mesmo com o jejum, Rigoni segue como uma peça fundamental para o São Paulo e deve começar como titular o duelo desta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Athletico-PR, no Morumbi.

O camisa 77 é o vice-artilheiro do São Paulo na temporada, com 11 gols, e ainda distribuiu cinco assistências para colegas no clube. Rigoni, que soma 33 partidas com a camisa tricolor, praticamente participa de um gol a cada dois jogos.

Diante desses números, a confiança no jogador segue intacta, como manifestou Rogério Ceni, em entrevista coletiva recente.

– Continua sendo um dos principais jogadores da equipe. Eu atribuo (jejum) à lesão. A volta da lesão é complicada, parte física fica comprometida. (Contra o Palmeiras) ele fez o melhor jogo desde que estamos aqui, participou mais, próximo ao gol, fazendo o facão – analisou.

– Rigoni tem sido muito útil, hoje mais do que nunca. Tenho certeza que será importante nessa reta final. Independente do gol, a participação de uma atleta não se dá só com o jogo, mas tudo que representa – complementou Rogério Ceni.

Fonte: GE