Aumenta lobby interno pra Jardine continuar

É forte o lobby de parte da diretoria do São Paulo e de conselheiros pela efetivação do interino André Jardine como substituto do técnico Edgardo Bauza.

Esses cartolas esperam convencer o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e o diretor executivo Gustavo Vieira de Oliveira de que essa é a melhor opção. Por enquanto, a dupla segue tendo como prioridade trazer alguém mais experiente. Os dois dirigentes gostam do trabalho do interino e o enxergam como futuro treinador da equipe, mas acreditam que sua efetivação imediata eliminaria etapas e poderia ser prejudicial para Jardine.

Abaixo, veja seis argumentos dos que defendem o interino.

1 – Resultado
Jardine foi elogiado pela maneira como armou o time na vitória sobre o Santa Cruz, fora de casa, na última rodada do Brasileirão, por 2 a 1. A vitória motivou seus defensores a pedirem pelo menos mais uma chance para ele antes de a diretoria tentar contratar alguém. A oportunidade será dada contra o Botafogo, domingo, em São Paulo.

2 – Treinos
O interino tem sido elogiado por implantar seus próprios métodos de treinamento e por promover mudanças no jeito de jogar do time. Quem quer a efetivação dele diz que Jardine poderia ter se contentado em dar continuidade ao trabalho de Edgardo Bauza, mas mostrou personalidade e preparo ao fazer suas escolhas.

3 – Rejeição a Ricardo Gomes
A avaliação de parte da diretoria é de que foi grande a rejeição da torcida nas redes sociais à ideia de trazer Ricardo Gomes, nome que ganhou força no Morumbi pouco depois da saída de Bauza. Nesse cenário, o argumento é de que Jardine teria mais apoio dos torcedores do que Gomes.

4 – Falta de opções
Com poucos nomes atraentes no mercado, os fãs do interino avaliam que é melhor a diretoria esperar antes de agir rápido e contratar alguém que possa provocar arrependimento mais tarde. Eles sustentam que já que não está fácil encontrar um treinador, dar um tempo para Jardine tentar se firmar é uma boa saída.

5 – Adaptação
Outra tese dos defensores do técnico provisório é que mesmo se o São Paulo contratar um treinador brasileiro, o novo funcionário terá que se adaptar ao clube e conhecer os jogadores, enquanto Jardine é de casa e tem bom conhecimento dos atletas.

[Blog do Perrone/UOL]