Bruno Alves diz que trabalhou em dobro na reserva e elogia Diego

Um dos pilares do São Paulo em 2019 e no começo de 2020, Bruno Alves perdeu espaço na reformulação feita pelo técnico Fernando Diniz no início do Campeonato Brasileiro deste ano e foi parar na reserva.
 
No momento em que o time se mostrou vulnerável e passou dez partidas consecutivas sofrendo gol, o experiente zagueiro de 29 anos voltou a ter chance para tentar acabar com esse problema. E conseguiu. Nos dois jogos de Bruno Alves como titular no Brasileirão, o Tricolor não sofreu gols.
 
Mas segundo o atleta, para retornar ao time, ele trabalhou o dobro nos treinos e procurou ajudar os companheiros mais jovens. Em imagens da SPFCTV era normal observar o zagueiro passando informações a Diego Costa e Léo, zagueiros que viraram titulares.
 
– Jogador sempre quer jogar, mas quando está fora, resta trabalhar em dobro e fazer o melhor no dia a dia. Sempre procurei ajudar, mesmo fora de campo, dando força para os companheiros. Temos um grupo de qualidade e o treinador escala quem achar que está melhor no momento. Eu nunca deixei de trabalhar, estou há três anos no São Paulo. Sempre trabalhei sério todos os dias, buscando evoluir sempre – afirmou Bruno Alves.
 
Ao retornar, Bruno Alves não teve ao seu lado Arboleda, o zagueiro com quem mais atuou pelo São Paulo. Desta vez, Diego Costa é o seu parceiro de defesa. Os dois foram vazados pela primeira vez juntos na última quarta-feira, no empate em 3 a 3 com o Fortaleza, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
 
– Desde que cheguei ao clube, sempre tive grandes parceiros na zaga, caras que são referência da posição… A questão é mais o entrosamento e ajustar o trabalho tático no dia a dia. São dois jogadores de qualidade, tanto Arboleda como o Diego, então a parceria é fácil. Temos outros bons zagueiros no elenco, o Léo, que fez a função, Walce, que infelizmente sofreu uma lesão grave, o Rodrigo… enfim, todos podem dar conta do recado – afirmou.
 
Pelo Campeonato Brasileiro, Bruno Alves já saiu de campo 27 vezes sem levar gols. Ao todo, ele tem 72 jogos no torneio – 69 deles como titular – e, com ele, o São Paulo tem uma média de 0,8 gol sofrido por jogo.
 
O zagueiro divide o mérito com os companheiros de equipe neste quesito. Para ele, isso só foi possível pela colaboração dos demais companheiros.
 
– O mais importante sempre é sair com a vitória. Depois, o “gol do zagueiro” é conseguir sair do jogo sem sofrer gols. Nós só temos sucesso lá atrás quando a equipe toda colabora, sempre digo que a marcação é de todos os setores, começa lá nos atacantes – analisou.
 
Fonte: GE