Casares completa 100 dias como presidente colhendo bons resultados

Nesta sexta-feira, o presidente do São Paulo, Júlio Casares, completou 100 dias de gestão.

Por isso, o dirigente concedeu entrevista coletiva e falou sobre diversos tópicos, mas principalmente sobre a situação financeira do clube.

Na conversa, Casares falou abertamente sobre as dívidas da equipe e as pendências com o atual elenco, que ainda não foram quitadas.

Ele também comentou sobre patrocínio máster, possibilidade de naming rights no Morumbi e vendas de jogadores ainda neste ano.

Confira abaixo os principais tópicos:

DÍVIDAS A CURTO PRAZO

“Nós assumimos as dívidas que estão no balanço de 2020. Não faço críticas à gestão anterior, mas é uma realidade. Principalmente as dívidas em curtíssimo prazo, algumas na Fifa, e isso nos preocupa. Então, o São Paulo teve que se reordenar, cuidando da parte de dentro do campo, mas trabalhando fora de campo de forma técnica”.

“Começamos a traçar o realinhamento das dívidas, conversando com credores. A melhor coisa a fazer quando você tem dívidas é reconhecê-las e, olho-no-olho, dialogar e propor algo ao credor. Então, tiramos a pressão do curtíssimo praz, escalonamos algumas questões emergenciais e, claro, contamos com crédito de importantes instituições. Além disso, seguramos os custos do elenco”.

“Logo no primeiro trimestre, acertamos a diminuição de custos de 10% de nossas despesas. Eu lembro também que nossa área social caminha para ter autonomia plena, e isso é importante para desafogar o produto fim, que é o futebol”.

PATROCÍNIO MÁSTER

“Vamos aguardar um patrocíno que valorize a marca. Quando você tem uma camsia com várias marcas e preços menores, é menor do que vale a sua marca. Para você valorizar, tem que recomeçar, zerar e recomeçar grandes negociações”.

PENDÊNCIAS COM ELENCO

“Nós fizemos um planejamento. Houve, sim, uma conversa com os atletas, todos eles, e eles sentiram nossa transparência. Nós temos uma dívida de um acordo passado, feito pela gestão anterior em razão da pandemia, sobre direitos de imagem dos atletas. De janeiro para cá, está tudo em dia e pago, CLT e imagem. Esse atrasado que temos nós fizemos a seguinte proposta: abrimos aos atletas para que eles sejam nossos sócios em futuras receitas”.

“Ou seja: quando voltar a ter bilheteria, um percentual vai para esse bolsão de pendências. Quando firmar um novo patrocínio, um percentual X vai também para ser liquidado esse bolsão de pendências. Quanto verdermos um jogador para o exterior, ou recebermos alguma quantia pelo mecanismo de solidariedade, esse percentual também vai para os atletas. E nós pedimos aos atletas, através de uma ata com seus representantes, que firmassem esse entendimento”.

“Eles gostaram. O São Paulo tem hoje essa questão do olho-no-olho. Os atletas são nossos credores também. Temos que conversar com nossos credores e explicar que, hoje, o São Paulo tem suas receitas totalmente prejudicadas pela economia e pela pandemia. Eles são nossos parceiros, estamos todos no mesmo barco. Vamos honrar todas as dívidas, mas dentro da organização e do orçamento”.

NAMING RIGHTS DO MORUMBI

“O assunto naming rights claro que nós gostaríamos de ter sucesso na operação. Mas, quando você olha o que está acontecendo no mundo, e no Brasil principalmente, no cenário da pandemia, ele se torna um pouco mais difícil”.

“Não obstante, nós temos inúmeras reuniões em que discutimos isso. Quando nosso marketing se senta para falar de algum assunto, sempre envolve estádio e naming rights. Mas não tenho uma perspectiva muito grande nesse primeiro ano (de gestão), em razão da economia e da pandemia”.

 

VENDA DE JOGADORES EM 2021

“A venda de jogadores é algo que está previsto no orçamento do São Paulo. No orçamento desse ano, tem um valor previsto para venda de jogadores, que é uma receita recorrente. O ideal seria não precisar vender, mas é algo que acontece e vai acontecer em qualquer time de futebol”.

“Se você pegar um co-irmão nosso que teve um bom resultado de balanço, verá que eles vêm há três anos vendendo um ou dois grandes craques por ano, pois isso é uma questão de mercado. Então, o São Paulo não vai fugir disso”.

“Mas o São Paulo alargou o elenco. Hoje temos dois, se bobear dois times e meio, com a promoção de muitos garotos da base. A cada semana chegam três ou quatro jogadores de Cotia. Esse processo é importante, pois, quando você tem um elenco largo, pode abrir mão de um ou dois jogadores conforme o mercado, como fizemos com o Brenner, quando a proposta é muito boa e você tem a reposição dentro do elenco”.

Fonte: ESPN