César, o eterno guerreiro da Dragões

Dezembro de 2008. O SPFC vai a Brasília realizar a última partida do Campeonato Brasileiro contra o Goiás e levantar o título de tri-campeão brasileiro seguido e hexa-campeão nacional. Era para ser tudo festa. Era. Infelizmente, havia pela frente um sargento da polícia militar de Brasília mentalmente descontrolado: José Luiz Carvalho Barreto.

A Dragões chegou para o jogo fazendo festa, com todos da caravana que veio da capital paulista muito tranquilos. A torcida entrou no estádio, colocou as faixas e esperava pelo jogo. O presidente André Azevedo e o presidente de honra Nilton César de Jesus cuidavam do lado de fora dos últimos preparativos para entrar, estacionando os ônibus, trazendo para dentro do estádio quem ainda fosse da Dragões e estivesse do lado de fora.

De repente, um corre-corre do lado de fora, que é absolutamente normal em qualquer jogo de futebol do universo. André e César correram para ver se não havia alguém da Dragões no meio. Não havia. Mas havia um assassino mentalmente descontrolado: José Luiz Carvalho Barreto.

O sargento da PM mirou em César e correu atrás dele. Ao perceber a perseguição, César parou, levantou os braços de costas e se rendeu. Não contente com a rendição, o assassino partiu com fúria animalesca e deu uma coronhada violenta que rachou o crânio de César. Para piorar, o incompetente deu a coronhada com a arma destravada, fazendo com que ela também disparasse na cabeça do são-paulino.

Para quem tem dúvidas sobre o que de fato ocorreu, assista este vídeo:

César ficou alguns dias internado no hospital de Brasília, mas a violência da coronhada causou uma inevitável perda de massa encefálica e o presidente de honra da torcida, pai de família, veio a falecer.

Para surpresa de todos, a PM inicialmente disse que César estava armado e atacou o policial. Um vídeo da TV mostrou a mentira. Para proteger o soldado, o laudo médico inicial do neurocirurgião do hospital foi alterado e em vez de morte por causa da coronhada, a versão oficial é que ele morreu por causa do tiro. Como foi “tiro acidental”, o sargento foi solto sem sequer se julgado. E está à solta para matar mais pais de família inocentes.

Mas a Dragões jamais esquece seus guerreiros. César é símbolo da torcida, um dragão imortal que jamais será esquecido. Saudades eternas, irmão!