Com futebol ridículo, SPFC perde pra Ponte: 4ª derrota em 5 jogos

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]FICHA TÉCNICA[/perfectpullquote]

PONTE PRETA X SÃO PAULO
Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data: 9 de fevereiro de 2019, sábado
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira
Público: 4652 pessoas
Renda: R$ 94.130,00
Gols: Hugo Cabral, aos 32 do 2ºT (Ponte Preta)
Cartões amarelos: Arnaldo (Ponte Preta); Hernanes e Reinaldo (São Paulo)

PONTE PRETA: Ivan; Arnaldo (Luis Ricardo), Renan Fonseca, Reginaldo e Diego Renan; Nathan, Igor Henrique, Matheus Oliveira, Matheus Vargas e Gerson Magrão; Thalles (Hugo Cabral); Técnico: João Paulo Sanches

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Araruna, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Willian Farias, Hernanes (Igor Vinicius) e Nenê; Antony, Gonzalo Carneiro (Diego Souza) e Everton (Biro Biro); Técnico: André Jardine

 

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]BOLA CHEIA[/perfectpullquote]

  • A BOLA: Se existisse uma Lei Maria da Penha para proteger a bola de maus tratos, ela precisaria ser usada após esta partida. Se juntasse o futebol apresentado pelas duas equipes, não daria o padrão de jogo de um casados contra solteiros de fim de semana em um condomínio da Cohab. A pobre da bola foi espancada, maltratada, tomou uma surra homérica durante 90 minutos dos dois times. Foi um show de passes errados, chutes tortos e futebol de Série D dos dois lados. Mas sempre tem um pior e o SPFC conseguiu a façanha incrível de tomar gol desse timeco da Ponte. A bola do jogo tem nossa solidariedade, pois ela não merecia ser tratada de maneira tão brutal assim.

 

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]BOLA MURCHA[/perfectpullquote]

  • JARDINE: Nas últimas 5 partidas, foram 4 derrotas e o SPFC fez apenas um único gol, justamente contra o todo-poderoso São Bento, que está perto de ser rebaixado no Paulistão. Ainda assim, Jardine comete a imprudência irresponsável de entrar com time quase todo titular, correndo o risco de perder jogadores importantes antes da partida mais crucial do ano, contra o Talleres. Não satisfeito, monta um esquema genial com Hernanes atuando como segundo volante e, mais tarde, tira Hernanes e deixa o titular absoluto Araruna para ser o armador das jogadas pro ataque. E justamente Araruna, que perde a bola sozinho para tufos de grama e erra passes de 15 cm ― quando tenta passar a bola da perna direita para a esquerda. Diante desse quadro absurdo, Jardine baixa a cabeça quando toma gol, fica sem reação e fica totalmente perdido sem saber o que fazer. Dizem que treinador não ganha jogo, mas treinador que permite oba-oba em refeitório (o SPFCTV é mestre em mostrar o oba-oba que é na concentração), se arrisca a perder jogadores importantes em joguinho sem vergonha (e se Everton não puder jogar na quarta, hein?), monta o time com Hernanes como segundo volante e o “craque” Araruna como armador… Bom, as estatísticas falam por sim: o SPFC não deu um único chute a gol contra a Ponte, perdeu 4 dos últimos 5 jogos e nesse período fez um único gol. Não adianta querer “mudar a mentalidade de não demitir técnico” se o nome em questão é um cara muito bom pra treinar a Base, mas um completo fiasco no time profissional. Raí, admita que errou feio e comece a fazer seus telefonemas pro Luxemburgo e pro Cuca, pois se seguir o curso natural das coisas do clube nos últimos anos, Jardine não passa de quarta-feira.