Dani Alves marca, Juanfran surpreende e SPFC vence o Ceará

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 X 0 CEARÁ
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 18 de agosto de 2019
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Clóvis Amaral da Silva (PE)
Cartões amarelos: Everton, Bruno Alves, Luan (SP); Lima, Samuel Xavier (CEA)
Público/Renda: 47.705 / R$ 3.353.610,00
GOL: São Paulo: Daniel Alves, aos 39 minutos do 1T.

SÃO PAULO: Tiago Volpi, Juanfran, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Liziero (Luan), Tchê Tchê e Daniel Alves; Everton (Helinho), Antony (Vitor Bueno) e Raniel; Técnico: Cuca

CEARÁ: Diogo Silva; Samuel Xavier, Valdo, Luiz Otávio (Tiago Alves), João Lucas; Fabinho, Ricardinho e Thiago Galhardo; Lima (Wescley)), Leandro Carvalho (Matheus Gonçalves) e Felippe Cardoso; Técnico: Enderson Moreira

 

BOLA CHEIA

  • DANI ALVES: O dia era dele. E o craque correspondeu. Com inacreditáveis 29 segundos de partida (29 segundos, cara!!!), Dani Alves já deu o primeiro chute perigoso ao gol, uma espécie de “cartão de visita” de quem não veio para brincar. Ele orientou o time, armou jogadas, arriscou finalizações e fez o gol da vitória com a marca do craque: um toque de classe de quem sabe tratar bem a bola. É lógico que acabou sentindo a falta de ritmo de jogo e a falta de entrosamento, mas teve atuação digna de craque de primeira grandeza.
  • JUANFRAN: Quem prestou atenção aos detalhes nesta partida, certamente percebeu que belíssima contratação foi Juanfran. A primeira coisa que chama a atenção: ele não perdeu nenhuma bola, nenhuma dividida, nenhum lance. A segunda coisa é que o cara simplesmente não errou nenhum passe, toca fácil e com tranquilidade (o lance do gol saiu de um passe dele). E a terceira coisa é a mais surpreendente: nas vezes em que avançou ao ataque, em vez de apostar no surrado “chuveirinho” na área adversária, como fazem 11 em cada 10 laterais, ele optou todas as vezes por dar um passe para alguém melhor colocado. É uma mentalidade diferente, típica dos laterais espanhois, de sempre evitar “chuveirinhos” e toda vez buscar um companheiro melhor colocado. Além de tudo isso, fora de campo Juanfran é um verdadeiro lorde, extremamente atencioso com a torcida, sem nenhum estrelismo. A gente pode até se enganar lá na frente, mas a impressão que dá é que Juanfran veio para ser ídolo.
  • ANDERSON MARTINS: Esse zagueirão é figurinha carimbada no Bola Murcha, mas nesta partida é preciso fazer justiça: merece Bola Cheia pelo empenho e seriedade com que atuou os 90 minutos. Apesar de estar sem ritmo de jogo por esquentar a reserva por tanto tempo, Anderson Martins se posicionou sempre muito bem, antecipando ataques adversários, recuperou diversas bolas difíceis e simplesmente não errou passes. Bela atuação.
  • TERCEIRO UNIFORME: Tem gente que exagera no conservadorismo e acha que o SPFC não deve nunca ter uma terceira camisa. Mas esse uniforme em homenagem à raça uruguaia que marcou história no SPFC é simplesmente belíssimo. Com os calções e meiões pretos, ficou perfeito. Parabéns, Adidas!

 

BOLA MURCHA

  • NINGUÉM: É óbvio que como torcedor dá até vontade de dar umas cornetadas no excesso de firulas de Antony (tá ficando mascarado, garoto?), nos erros de fundamento de Liziero (será que é apenas falta de ritmo de jogo?), nas eternas saídas erradas de Volpi (que debaixo do gol é excelente) e em algumas escolhas estranhas de Cuca (Vitor Bueno de novo?). Mas depois de quatro vitórias seguidas e uma incrível recuperação no Brasileirão, a hora é de não cornetar ninguém, apostar na força dos reforços de altíssimo nível (Juanfran e Dani Alves) e colocar toda a raça e a energia positiva dessa torcida tão apaixonada para empurrar o time cada vez mais pra cima.

 

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