Não adianta jogar bonito e não vencer os jogos, admite Pablo

Pressionado por uma eliminação traumática no Paulistão e mal desempenho no Brasileirão, o técnico Fernando Diniz mudou o estilo de jogo do São Paulo em busca de vitórias e tranquilidade. Funcionou nas duas últimas rodadas, duas vitórias sobre Sport e Athletico.

O futebol de posse de bola, muitas trocas de passes e triangulações deu lugar a uma postura mais cautelosa, com mais segurança na defesa – que passou em branco nos dois jogos mais recentes.

A medida tem o apoio o atacante Pablo, artilheiro do time no ano, com sete gols.

– A gente tem de vencer. Se tiver que abrir mão do nosso estilo pra vencer, óbvio que vamos fazer isso – disse o jogador em entrevista coletiva nesta sexta-feira, após o treino.

Teve jogo que não jogamos como gostamos, de ter a bola o tempo inteiro, como contra o Fortaleza, que (o time) se propôs a se defender mais. Vencer é o mais importante. Se tiver que vencer da forma como a gente gosta, muito melhor, mas se tiver que abrir mão para vencer, a gente vai abrir sim”, completou Pablo.

O atacante evitou comentar sobre as trocas feitas no time recentemente. Diniz trocou a defesa com Bruno Alves e Arboleda por Diego Costa e o lateral Léo, improvisado. Também efetivou Gabriel Sara e Luciano entre os titulares. Mas reforçou que as mudanças têm apoio do atletas:

– Quem decide é o Fernando, não devo falar de mudanças. A gente tem elenco e todos têm condições de jogar. Quem jogar tem que corresponder. As decisões são do Fernando, ele tem apoio dos jogadores, aceitamos isso.

O técnico terá que mudar mais uma vez para o clássico contra o Corinthians, domingo, às 11h, no Morumbi, pela sexta rodada do Brasileiro. Reinaldo, suspenso, e Daniel Alves, com o braço quebrado, são desfalques. Luciano, com desconforto muscular, participou de apenas parte da atividade desta sexta e ainda é dúvida.

Pablo lamentou o desfalque de Daniel Alves, pilar da equipe, mas disse que não pode haver pressão sobre o escolhido para substituí-lo:

– Um cara que treina muito, se dedica muito, de corpo e alma. O cara que mais foi campeão na história do futebol. Fará muita falta. Mas a gente tem que saber que o jogador que entrar não será pra fazer o que o Dani faz. Não tem como copiar. Esse atleta tem suas características, tem que entrar e fazer seu jogo da melhor maneira possível. Não tem que ter pressão, não tem que ter ansiedade.

Fonte: GE