Obrigado, Diego Lugano! (Homenagem da Dragões)

No dia 4 de janeiro de 2021, durante a primeira entrevista do nosso novo presidente Júlio Casares, foi divulgado que Diego Lugano não participará da próxima diretoria de futebol do SPFC, o que foi confirmado no Instagram do nosso grande ídolo.

Temos a convicção de que a Dragões e todos os torcedores são-paulinos não precisam dizer um adeus, pois ele não se afastará totalmente do nosso clube.

Mas, neste momento, precisamos fazer um pequeno agradecimento por toda a dedicação, comprometimento e exemplos de amor ao Tricolor.

Lugano chegou ao São Paulo em 2003 ainda desconhecido por todos nós torcedores. Foi chamado de “jogador do presidente” uma vez que foi o então presidente Dr. Marcelo Portugal Gouvêa quem “bancou” a sua contratação. No começo ficou na reserva e por vezes nem chegou a ser relacionado para partidas. Com a saída de Oswaldo de Oliveira, substituído por Roberto Rojas, passou a ser mais utilizado até se firmar como zagueiro titular.

 

O seu auge ocorreu no ano de 2005 quando conquistamos os títulos do Campeonato Paulista, Libertadores e Mundial. Foi indicado pela CBF para a “Seleção do Campeonato Brasileiro”.

Em agosto de 2006 foi vendido ao Fenerbahçe da Turquia onde jogou por 5 temporadas. Depois, jogou pelo Paris Saint-Germain (França), Málaga (Espanha), West Bromwich (Inglaterra) e BK Hacken (Suécia) até ir para o Cerro Porteño (Paraguai).

Antes de ser contratado pelo Cerro foi cogitada a possibilidade de retornar ao São Paulo que acabou não ocorrendo pois não houve a aprovação do então técnico Juan Carlos Osorio.

Após a saída de Osorio, a vontade da torcida tricolor em ver o retorno do ídolo foi expressada no jogo de despedida de Rogério Ceni no Morumbi, em dezembro de 2015, quando foi ovacionado pelos 60 mil expectadores presentes.

Voltou ao São Paulo no início de 2016, assinando um contrato de um ano e meio de duração. Para isso, lançou mão de uma cláusula do contrato com o Cerro Porteño, que o liberava para clubes com proposta de salário melhor (diz a lenda que a cláusula o liberava caso houvesse uma proposta do SPFC – não confirmada, talvez, pela confidencialidade do contrato).

Infelizmente, não foi aproveitado como esperávamos. Desde Edgardo Bauza, passando por André Jardine, Ricardo Gomes, Pintado, Rogério Ceni e Dorival Júnior, nunca chegou a ser firmar como titular. Em algumas partidas sequer foi relacionado, assim como ocorreu quando aqui chegou.

Definitivamente, esta segunda passagem, não foi marcada pelas grandes conquistas de 2005 e 2006 (chegou a participar de algumas partidas do Brasileirão de 2006). Entretanto, foi nesta passagem que deu os maiores exemplos de um verdadeiro ídolo: respeitou a instituição, pensando sempre no coletivo em detrimento ao individual. Jamais reclamou de não ser titular da equipe (pelo menos publicamente). 

Contribuiu com a sua experiência, orientando os jovens jogadores. Uma característica pouco divulgada: naqueles jogos de quarta-feira à noite, num Morumbi quase vazio, em jogos do Paulistão, após todas as substituições já realizadas, ficava sozinho atrás do gol (na “zona de aquecimento”) enquanto os demais reservas não utilizados iam se sentar no banco de reservas. Para quê? Para incentivar e orientar os colegas! 

A sua despedida como jogador ocorreu no final de 2017, no último jogo do Brasileirão, já livres do vexame de um (inimaginável) rebaixamento. Entretanto, vale lembrar que o contrato venceu no meio do ano. A prorrogação até o final do campeonato ocorreu, ao que nos consta, por pressão dos torcedores. Ele não foi consultado se queria encerrar a carreira ou não. A opção era de prorrogar o contrato até o final do ano, com redução salarial. E ele aceitou… 

Despedida de Lugano 

Aliás, neste segundo período, quando foi pouco utilizado, por vezes foi divulgado pela imprensa, que recebia propostas para transferência, sempre recusadas por Lugano. Queria ficar até o fim.

Após decidir por encerrar a carreira como jogador profissional, foi convidado pela última Diretoria a assumir o cargo de Diretor de Relações Institucionais do clube, cargo criado especialmente para ele. Participou das contratações do técnico Diego Aguirre e de jogadores como Daniel Alves e Juanfran.

A Dragões da Real se sente honrada por ter tido a oportunidade de recebê-lo na quadra da Escola de Samba em algumas oportunidades. Ensaiou junto à bateria e em uma das visitas fizemos uma singela homenagem ao ídolo entregando  a ele uma Placa de Prata.

 

No final de 2019, participou da criação do Instituto Tricolor Paulista, entidade que visa gerar recursos e possibilidades de auxílio a ex-jogadores do SPFC que porventura estejam passando por necessidades. Recentemente, em uma reunião no Morumbi, convidou a Dragões a participar da associação. 

Conte conosco!

Nesta semana, no seu perfil do Instagram colocou “Quase tudo na vida é transitório. As relações humanas, mesmo as mais distantes, podem eternizar-se. O carinho e o respeito que dou e recebo dos são-paulinos certamente são para sempre”. 

Concordamos plenamente! Muito obrigado por tudo Diego Lugano, eterno DIO5!