Presidente da Dragões fala ao UOL sobre crise

O empresário André Azevedo tem 37 anos e há oito exerce a função de presidente da torcida Dragões da Real, o segundo maior grupo de seguidores do São Paulo. Ele esteve com cerca de 70 companheiros no protesto no CT.

A pressão sobre os jogadores, que vivem um péssimo momento na temporada, virou alvo de críticas. O volante Wesley chegou a levar um tapa na nuca pelas costas – os líderes das organizadas dizem que o autor da agressão não é membro dos grupos.

Além da Dragões, participaram da entrada ao CT membros da Independente, além de torcedores “comuns”, sem vínculos com organizadas.

Em entrevista ao UOL Esporte na sede da organizada, no centro de São Paulo, André Azevedo admitiu que, levando em consideração a quantidade de manifestantes presentes ao ato, a entrada no CT foi um erro. Segundo quem estava lá, eram cerca de 400 pessoas. “Com tanta gente assim, é mais difícil as lideranças conseguirem controlar todo mundo”, disse ele.

“Da próxima vez, em uma situação como essa, talvez o mais sensato seja deixar a maior parte das pessoas fora e escolher apenas um grupo para entrar e conversar com os jogadores”, disse o torcedor.

Tanto André Azevedo quanto Henrique Gomes, o Baby, o presidente da Independente, questionam o termo “invasão” para descrever o ato de sábado.

“Que invasão é essa se a gente entrou sem resistência pelo portão da frente e saiu pelo mesmo portão?”, perguntou Baby à reportagem. André concordou e disse que os torcedores entraram pelo portão principal do CT sem arrombar ou forçar a entrada.

“O portão estava aberto. Nos avisaram que o treino seria aberto para sócios-torcedores”, disse ele mostrando uma carteirinha de sócio são-paulino em seu nome. “Os primeiros foram entrando e os que estavam atrás entraram também. Não fomos lá com a intenção de entrar, mas acabamos entrando.”

As duas torcidas insistem que o ato foi praticado também por torcedores comuns. Antes, até o ator global Henri Castelli havia gravado um vídeo para convocar são-paulinos para o ato. “Tinham sócios, conselheiros e até blogueiros lá, mas só nós das organizadas estamos sendo julgados”, disse André Azevedo.

[UOL]