Relatório Itaú BBA diz que SPFC vive na ‘era da bola de capotão’

O Itaú BBA divulgou seu relatório anual sobre as finanças dos clubes brasileiros. Em sua 11ª edição, o banco traz novamente um resumo individualizado para a situação de cada equipe do país. O SPFC.

RELATÓRIO DO ITAÚ BBA SOBRE O SPFC

A recuperação era lenta, os erros existiam, mas ao menos o rumo era conhecido. Em 2019 o São Paulo resolveu não apenas repetir os erros comuns a tantos clubes, como aumentou a carga. Afinal, a vida é curta para economizar e passar vontade. E a gestão esportiva fala mais alto que a gestão financeira.

Pois bem, o resultado foi um clube que aumentou substancialmente suas dívidas, ficou longe de resultados esportivos relevantes, cometeu tantos velhos erros das gestões do futebol, e ainda foi incapaz de alavancar as receitas recorrentes. O Futebol gasta, o Marketing olha e o Financeiro corre para tentar pagar as contas. Era assim na época da bola de capotão. Hoje não dá mais.

Se antes o clube vivia num eterno Dia da Marmota, agora a marmota engordou e deixou estragos que serão complicados de serem resolvidos.”

A pandemia de 2020 apenas reforçou a necessidade de vender atletas da base para fechar as contas já debilitadas. O problema é que se antes as vendas serviriam para ajudar a colocar as dívidas em ordem, agora elas mais que nunca ajudam a diminuir os problemas de caixa da operação. Fruto de uma gestão que em 2019 incorreu em todos aqueles erros citados acima: contratar demais e caro, com critérios técnicos questionáveis, aumentando a dívida mas sem trabalhar o aumento das receitas de forma eficiente – a velha máxima do “vamos trazer patrocinadores” que nunca acontece mas as gestões do futebol sempre repetem – tudo porque a glória é hoje.

Sem paciência, planejamento, gastos controlados e eficientes, tecnologia, inovação, o São Paulo seguirá se achando na vanguarda, operando uma calculadora Facit enquanto os adversários já usam inteligência artificial. O São Paulo precisa deixar o passado e entender que o futuro é hoje.

Fonte: ESPN