River mostra consciência tática que Diniz nem sonha em ter

Há seis meses sem jogos oficiais, o River Plate colocou o São Paulo em apuros em muitos momentos do clássico disputado no Morumbi – e encerrado com empate por 2 a 2.

O sistema tático foi transformado do 4-1-3-2 usado no ano passado para um 4-3-3 moderno, com marcação por pressão na saída de bola de Fernando Diniz e a tentativa sempre de deixar os três homens de frente no mano a mano com os três últimos defensores são-paulinos.

Foi o que aconteceu na jogada do gol de Santos Borré, passe de Julián Álvarez. Estratégia de ganhar a segunda bola, ou seja, depois do lançamento longo, a bola repicou e sobrou para a construção do gol, de Matías Suárez para Julian Álvarez e dele para o gol de Borré.

No segundo tempo, o River cansou. Estava claramente desgastado pelos seis meses sem partidas e, mesmo assim, chegou ao segundo gol, num vacilo da defesa são-paulina, que permitiu o passe de Nacho Fernández para a finalização de Julián Álvarez, o melhor em campo. Taticamente, o River foi melhor. Fisicamente, não.”

Reinaldo foi o melhor jogador do São Paulo, responsável pelos dois chutes que resultaram em gols contra de Enzo Pérez e Angileri, os dois a favor do Tricolor. O São Paulo tem um problema de entendimento no campo de ataque. Nunca está claro se Igor Gomes é meia ou atacante. Falta aprender a usar as costas dos volantes. Em vez disso, fica à mercê da inteligência do jogo de Enzo Pérez, mais experiente e brilhante em seu posicionamento. Também capaz de fazer o primeiro passe para iniciar os ataques

O técnico Marcelo Gallardo, do River Plate, é muito bom. Há seis anos no cargo de treinador dos Millonarios, conquistou uma Copa Sul-Americana e duas Libertadores, além do vice do ano passado, com o troféu perdido nos dois últimos minutos para o Flamengo. A boa atuação do River Plate depois de seis meses de inatividade anuncia o time argentino como candidato ao quinto troféu de sua história na Libertadores da América.

Fonte: Blog do PVC / GE