Roger, do Ultraje, também é Dragões

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O guitarrista/vocalista Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, é um rockeiro de primeira linha, responsável por sucessos nacionais como Inútil, Pelado, Nós Vamos Invadir sua Praia e Sexo, só para citar alguns. Mas, além de fazer rock de qualidade, Roger também é um são-paulino roxo, apaixonado pelo nosso querido Tricolor.

A paixão é tão grande que ele já se apresentou ao vivo diversas vezes com a camisa do SPFC, tocou o hino tricolor em um CD da revista Placar e fez questão de posar para essas fotos com o boné da Dragões da Real. Por isso, fomos trocar uma idéia com Roger para conhecer um pouco mais de mais esse são-paulino famoso.

Dragões – Quando você “descobriu” que era apaixonado pelo SPFC?
Roger Moreira – Bom, eu não “descobri”. Meus pais torciam para o SPFC e me disseram que era o time mais legal e desde pequeno eu sempre torci para o SPFC. Fui sócio do SPFC também e freqüentava o clube e o estádio quando criança. Ainda tenho o título.

Você costuma ou costumava frequentar estádios de futebol?
Costumava, quando criança, até uns 14 anos de idade.

Onde normalmente costuma ficar quando vai ao Morumbi?
Quando criança, ficava na arquibancada. Nas pouquíssimas vezes em que fui ao estádio depois de grande, normalmente como convidado, tive a oportunidade de ficar na cabine da Globo, na área VIP ou nas numeradas.

Já aconteceram muitas vezes de reconhecerem você no estádio?
Sempre acontece. E muitas vezes me chamam de são-paulino nas ruas.

Você já integrou alguma torcida organizada do SPFC?
Não, mas quando frequentava as arquibancadas, ficava com a torcida. Acho que era uma única torcida, sem nome. Num tempo em que festejávamos com talco e podíamos levar bandeiras com mastros de PVC. Ficava muito bonito.

Qual a maior alegria que você já teve com o SPFC?
O Bi-campeonato mundial. Foram quase três anos em que ninguém podia falar nada do SPFC, até os adversários nos elogiavam.

E qual a maior tristeza?
Bem, sempre que o SPFC perde, é uma tristeza, especialmente quando vai bem até quase o fim e perde um jogo decisivo, como tem acontecido ultimamente.

Você chegou a gravar um clipe do Ultraje no Morumbi. Como foi essa experiência?
Foi muito legal, é claro. Mas foi mais legal ainda jogar no Morumbi, no ano passado, numa partida preliminar antes de SPFC x Corinthians, em que o SPFC goleou por 3×0. Joguei o primeiro tempo, de 15 minutos, com o Terto de técnico!

Você gravou o hino tricolor no CD da revista Placar, há alguns anos, e é unânime que é uma das melhores versões daquele CD. Como pintou aquele convite e o que você achou da repercussão?
O convite veio da Revista Placar. Fiquei muito contente com o convite e a repercussão foi muito maior do que eu esperava. É sempre pedida em shows e vivo sendo convidado para programas de mesa redonda – recuso a maioria dos convites – como se eu fosse o torcedor mais fanático do mundo. Eu sou realmente são-paulino roxo, mas não tenho tempo de acompanhar todos os campeonatos, tenho outras prioridades na vida.

E os times hoje em dia não são como antigamente, em que podíamos contar com um jogador por anos a fio. Acho que só o Rogério Ceni se encaixa nessa categoria atualmente.

Por que o Ultraje inteiro não gravou aquela música, uma vez que só você participou?
Por questões de tempo, mandaram-me a base já gravada. Eu acelerei um pouco o andamento, adicionei uma guitarra e as vozes. Sérgio Serra colocou a guitarra-solo depois.

Já houve algum tipo de contratempo com outros integrantes da banda por causa de sua paixão pelo SPFC?
Não, nunca. Seria ridículo. Somos todos completamente contra radicalismos e/ou brigas por causa de futebol. Por mais que se ame um time, qualquer vida vale mais que um time de futebol. Gostamos de brincar, tirar sarro um do time do outro, mas é só. Não faz sentido um homem feito brigar, ou pior ainda, matar por causa de sua paixão por um esporte.

Se você fosse convidado a gravar o hino de um time como o do Corinthians, você toparia?
É claro que não. Mas não veria mal em cantá-lo em alguma ocasião especial, já que todos sabem que eu vou continuar sendo são-paulino. Espero que ninguém pense em me trucidar a pauladas por causa disso [risos]…