SPFC empata com Atlético-MG e completa 7 partidas sem vitória

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 1 x 1 SÃO PAULO
Local: Estádio Independência, Belo Horizonte (MG)
Data: 13 de junho de 2019 (Quinta)
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Viaden (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e André da Silva Bitencourt (RS)
Cartões: Patric, Adilson (Atlético); Igor Gomes, Anderson Martins, Hudson (São Paulo)
Gols: Alerrandro, aos 44 minutos do primeiro tempo (Atlético); Alexandre Pato, aos 27 do segundo tempo (São Paulo)

ATLÉTICO–MG: Victor, Patric, Rever, Igor Rabello, Fábio Santos, Adilson (Maicon), Elias, Cazares (Ricardo Oliveira), Luan, Chará (Geuvânio) e Alerrandro. Técnico: Rodrigo Santana.

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius (Igor Gomes), Bruno Alves, Anderson Martins, Reinaldo, Luan, Hudson, Hernanes, Marcos Calazans (Nenê), Alexandre Pato, Toró (Everton Felipe). Técnico: Cuca

 

BOLA CHEIA

  • TIAGO VOLPI: Esta foi provavelmente a melhor atuação de um goleiro do SPFC desde que o M1to se aposentou. A gente já criticou muito as saídas aéreas e reposições de bola do Volpi, mas neste jogo ele teve uma atuação impecável, monstruosa. A gente perdeu até a conta de quantas defesas difíceis ele fez, muitas vezes cobrindo lambanças de Anderson Martins, de Reinaldo, de Igor Vinícius e até de Igor Gomes. Se o cara mantiver esse nível, a diretoria vai ter que se virar para que ele não volte pro México no fim do ano. Parabéns, Volpi!
  • NENÊ: Enquanto estava na reserva, Nenê ficava em pé no banco, ajudando a orientar os jogadores em campo, gritando, vibrando e sendo até mais participativo do que o próprio Cuca. Quando entrou em campo substituindo o fraco Calazans, ele corria como um moleque de 18 anos, ajudou no meio, criou opções de ataque e ajudou até a defesa em duas oportunidades. No gol marcado por Pato, 50% da jogada foi de Nenê, que segurou a bola com categoria e deu o passe perfeito que resultou no gol. O cara está na lista de dispensa há meses, é criticado por parte da torcida, mas quando entra em campo demonstra um profissionalismo exemplar, respeitando a camisa do SPFC com muito mais integridade do que muito jogador que se diz “torcedor são-paulino” e na primeira oportunidade larga tudo em busca de uns caça-níqueis por aí. Na boa, seria bem sensato da diretoria manter Nenê nessa reformulação que vai fazer: o time precisa mais do que nunca de jogadores com esse nível de seriedade, comprometimento e profissionalismo. Parabéns, Nenê!
  • BRUNO ALVES: É um cara que nem aparece muito pra torcida, mas é um monstro na defesa. Ele joga com absoluta seriedade, não faz firula, entra sem pipocar em todas as divididas (viu como se faz, Tchê Tchê Popcorn?) e dificilmente perde a bola quando disputa no mano a mano.
  • LUAN: As poucos começa a ganhar mais projeção, atuando com raça e muita seriedade. Não é o tipo de jogador brilhante, mas a função dele também não é aquela de belos toques de bola e firulas. Luan faz a parte dele com seriedade e deveria servir de exemplo para determinados jogadores da equipe.

 

BOLA MURCHA

  • CUCA: Quando Cuca assumiu o comando do time, mexeu pouco no que Mancini havia feito e o SPFC iniciou bem no Brasileirão, ficando em primeiro lugar na tabela. Aí Cuca começou a desmontar tudo que Mancini fez, tirou espaço da molecada, deu titularidade absoluta para os “pé-mole” que ele pediu (Vitor Bueno e Tchê Tchê), implantou a marcação por homem (e não por zona), embaralhou as jogadas de criação pelo meio (até os jogadores mais de lateral são orientados a jogar mais pelo meio), inventou um “falso 9” onde não existe e trouxe das profundezas jogadores que haviam perdido espaço com Mancini, como os fraquíssimos Anderson Martins e Everton Felipe. E qual o resultado disso tudo? Simples: 7 partidas sem vencer, apenas dois gols marcados nesse período e o SPFC despencando na tabela. Será que o mundo inteiro está errado e só você que está certo, hein, Cuca?
  • TORÓ: O início incendiário no time profissional era de um futebol-labareda. Aí o fogo foi baixando, baixando, baixando e hoje Toró está praticando o mesmo futebolzinho morno e burocrático que o restante do time. Essa foi provavelmente a pior atuação de Toró no SPFC e ela foi coroada com uma lambança de jogador de várzea que resultou no gol atleticano. Péssima atuação!
  • CALAZANS: Em um time mediano do fraquíssimo Campeonato Carioca, Calazans foi barrado por jogadores da base e não estava mais nem sendo relacionado quando foi contratado pelo SPFC, a pedido de Cuca. Em seu terceiro jogo pelo SPFC ― o primeiro como titular ―, Calazans mostrou exatamente porque foi barrado no Rio: nada. Ele corre, tem velocidade sim, mas não faz nada com a bola, se atrapalha sozinho, não concluiu jogada alguma e em pelo menos uma oportunidade ele perdeu a bola sozinho, para ele mesmo, sem ter nenhum adversário disputando a bola. Esperamos que essa primeira (péssima) impressão mude no futuro.
  • HERNANES: O problema não é mais condicionamento físico, pois o próprio jogador garante que já está 100%. Então, por que esse futebolzinho lerdo, preguiçoso e desatento, hein, Profeta? O fato é que Hernanes não conseguiu concluir jogada alguma, pois perdia as bolas com muita facilidade simplesmente porque não parecia estar prestando atenção na aproximação de um adversário. Atuação para esquecer.
  • EVERTON FELIPE: Jesus amado, o que diabos Cuca tem em mente quando coloca um cara com esse futebolzinho de várzea em campo? Everton Felipe se posiciona mal, não conclui jogada alguma, erra até os passes mais curtos, é uma absoluta nulidade em campo. Até hoje não jogou futebol que justificasse sua contratação.