SPFC empata sem gols com o Bahia com futebol medíocre

FICHA TÉCNICA

BAHIA 0 X 0 SÃO PAULO
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 9 de outubro de 2019, quarta-feira
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (Fifa-SC)
Assistentes: Thiaggo Americano Labes (SC) e Johnny Barros de Oliveira (SC)
VAR: Heber Roberto Lopes (SC)
Público pagante: 31.726 torcedores
Renda: R$ 619.845,00
Cartões amarelos: Tchê Tchê (São Paulo); Lucas Fonseca, Artur (Bahia)

BAHIA: Douglas Friedrich; Nino Paraíba, Lucas Fonseca, Juninho e Moisés (Giovanni); Gregore, Flávio e Ronaldo (Rogério); Artur, Fernandão e Élber (Arthur Caíke); Técnico: Roger Machado

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Juanfran (Igor Vinícius), Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Luan, Liziero (Vitor Bueno), Tchê Tchê e Hernanes; Pato e Pablo (Igor Gomes); Técnico: Fernando Diniz

 

BOLA CHEIA

  • IGOR GOMES: O time ganhou muito em movimentação após a entrada de Igor Gomes. O garoto está numa fase boa, entra com garra, joga com empenho, ninguém entende porque ele não ganha chance no time titular, enquanto um pereba como Tchê Tchê é titular absoluto e intocável na equipe. Igor Gomes dá mais opção de jogadas no ataque, pois se movimenta bastante do meio pra frente. Se Fernando Diniz souber trabalhar essa qualidade, os atacantes poderiam ser muito melhor municiados.
  • LORD JUANFRAN: Que esse espanhol é diferenciado, isso todo mundo na Espanha e no atual elenco do SPFC já sabe. O cara é profissional com P maiúsculo, respeita a camisa, a torcida e os companheiros com uma seriedade que pouco se vê hoje em dia no futebol. Dentro de campo, atuou mais adiantado para suprir a ausência de Antony, mas sempre voltava rapidamente quando o time perdia a bola – coisa que jogadores mais novos como Anderson Martins e Bruno Alves não conseguem fazer com agilidade. Mas a cena que mais retrata o que é o Lord Juanfran foi quando ele sentiu a perna e precisou ser substituído (mais um pro Reffis, hein…). O espanhol foi até Diniz e pediu desculpas por sair machucado. Em seguida, fez o mesmo com outros membros da comissão técnica. Essa foi uma cena que resume bem o que é o caráter do Lord Juanfran. Parabéns, cara, você em pouquíssimo tempo já conquistou o nosso mais profundo respeito.
  • FERNANDO DINIZ: É pouquíssimo tempo para avaliar o trabalho do 4º técnico da equipe em 10 meses (excelente planejamento, hein!) e, pra piorar, muda tudo pela quarta vez só nesta temporada: muda técnico, muda tipo de treinamento, muda preparação física, muda tudo. Diante desse planejamento exemplar, não dá para exigir nada do novo treinador. Mas algumas coisas já podem ser notadas: a marcação agora é por zona, diferentemente do esquema pré-histórico de Cuca que exigia marcação individual; Diniz dá o mesmo treino para titulares e reservas, para que haja sintonia quando trocas precisarem ser feitas; Os treinos são mais longos e mais intensos; O esquema é mais ofensivo, ao contrário da retranca de Cuca. Mas esses elementos não trazem resultados da noite pro dia: serão necessários meses e meses de treinos e jogos para o time ficar afinado (isso se a diretoria não demitir Diniz caso os resultados não apareçam logo). Ainda assim, como ponto positivo nesta partida vale destacar as mudanças de posicionamento que Diniz faz durante o jogo, quando vê que algo não está funcionando (Pato jogou em quatro posições diferentes ao longo da partida). Como ponto negativo, é uma pena que o péssimo Tchê Tchê continue titular intocável com Diniz, apesar do futebol medíocre e abaixo da crítica que ele apresenta desde que chegou ao clube.

 

BOLA MURCHA

  • TCHÊ TCHÊ: Existem alguns mistérios insolúveis da humanidade, como a construção das pirâmides do Egito, a destruição de Atlântida e o fato de Tchê Tchê ser titular intocável no SPFC. Cuca pediu a contratação desse morto-vivo, mas todo mundo imaginou que ele perderia espaço com Fernando Diniz. Não perdeu, continua titular intocável. Em campo, Tchê Tchê apresenta um futebol medíocre, apático, frouxo, desligado, esbanja uma quantidade inacreditável de passes errados. De quebra, ainda tomou cartão amarelo por reclamação em uma falta boba, no meio de campo, sem perigo algum. Coisa de jogador desinteressado mesmo. 
  • TIAGO VOLPI: Um monstro debaixo do gol, mas todo mundo sabe de suas enormes limitações técnicas na saída de bola. O problema é que Fernando Diniz incentiva a saída de bola no toque curto e Volpi agora vive tentando dar dribles, fazer passes curtos, justamente quando o advresário avança na marcação da saída de bola. Uma hora isso vai acabar mal, pois o goleiro vai fazer isso e passar a bola para quem? Ele tem do lado Bruno Alves e Anderson Martins, que não são exatamente um exemplo de habilidade com a bola nos pés. Volpi, faça o que você sabe fazer de melhor: fechar o gol, atuar debaixo da trave. Pare de inventar, pelo amor de Deus!
  • HERNANES: Continua uma nulidade em campo. Não consegue completar jogada alguma, perde uma quantidade absurda de bolas, erra uma quantidade inacreditável de passes. Não é nem sombra do Profeta que tirou o SPFC do precipício dois anos atrás.
  • CONDICIONAMENTO FÍSICO: As três substituições aconteceram por problemas físicos. Pablo se machucou sozinho (adutor de novo, mais uma eternidade fora do time), Juanfran se machucou sozinho, Liziero não conseguia nem andar com tantas cãimbras. Ao final, Pato, Hernanes e Anderson mal conseguiam andar de tão cansados. A desculpa da vez é o calendário, pois jogam quarta e domingo. Mas até pouco tempo atrás eles tinham semanas cheias pra trabalhar e o problema era exatamente o mesmo. Cada hora é uma desculpa diferente, mas o fato é um só: 1/3 do elenco só vive machucado, 1/3 não aguenta os 90 minutos e 1/3 restante que tem melhor condicionamento físico não tem capacidade técnica de praticar um bom futebol. Precisa mesmo dizer onde está o problema de fato ou isso é óbvio demais?