SPFC empata sem gols com o Flamengo na estreia de Fernando Diniz

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 0 x 0 SÃO PAULO
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 28 de setembro de 2019 (Sábado)
Horário: 19h(de Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Assistentes: Henrique Neu Ribeiro (SC) e Alex dos Santos (SC)
Cartões amarelos: Rafinha, Everton Ribeiro e Gabriel (FLA); Reinaldo, Hernanes, Liziero e Pablo (SAO)

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei (Rafinha), Rodrigo Caio, Pablo Mari e Renê (Filipe Luis); Willian Arão, Piris da Motta (Gerson) e De Arrascaeta; Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol; Técnico: Jorge Jesus

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Juanfran, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Tchê Tchê (Vitor Bueno), Luan, Hernanes (Hudson) e Daniel Alves; Antony (Liziero) e Pablo; Técnico: Fernando Diniz

 

BOLA CHEIA

  • EMPENHO: Em maior ou menor grau, ninguém pode reclamar da falta de empenho do time em campo. Com única exceção do morto-vivo Pablo, que não demonstra a menor vontade de jogar futebol, o resto do time se empenhou muito em campo, brigou por todas as bolas e, diante da atual situação, arrancou um empate quase heróico contra o todo-poderoso e absurdamente arrogante time do Flamengo. Ver Dani Alves dando carrinho e brigando por todas as bolas aos 50 minutos do segundo tempo dá esperança de ver esse time se encaixar para a próxima temporada (pra este ano não dá para esperar muita coisa), afinal, quando um craque de nível mundial se empenha assim em campo, não dá para o resto do time fazer corpo mole.
  • VOLPI: Não fosse por ele, o SPFC teria tomado de uns 3×0, no mínimo. Defesas muito difíceis, uma atuação de gala, no melhor Estilo M1to dos bons tempos. Simplesmente impecável.
  • ARBOLEDA: Ainda que na hora de fazer passes ele tenha a categoria de um hipopótomo idoso cadeirante, na sua função principal Arboleda é um monstro. O cara brigava por todas as bolas com extrema intensidade, destruiu uma quantidade inacreditável de ataques do adversário, salvou inúmeras bolas que iam em direção ao gol. É um Arbolenda mesmo!
  • FERNANDO DINIZ: Essa era a quarta ou quinta opção da torcida, mas os líderes do elenco (Dani Alves, Hernanes, Volpi, Reinaldo) pediram a Raí a contratação de Fernando Diniz. É algo que já está feito, concretizado, não adianta mais reclamar. A torcida também discordou da contratação de Cuca, mas nem por isso deixou de torcer para seu sucesso. É a mesma coisa com Diniz: sua contratação irritou 90% da torcida, é o 4º treinador do time apenas nesta temporada (santo “planejamento”, hein, Raí…), mas vamos torcer muito para que ele dê certo e que os frutos venham em 2020 ou 2021. Antes disso, resta torcer para acabar a era dos vexames. Só isso já será um avanço.

 

BOLA MURCHA

  • PABLO: O elenco inteiro se empenhou na partida, mas Pablo era a única peça destoante: preguiçoso, acomodado, distraído, não parecia estar com a menor vontade de estar em campo. Tá com saudades da maca do Reffis, Pablo? Então, pede pra sair e devolve o salário que você recebe! Se o SPFC tivesse centroavante nessa partida, poderia até ter arriscado sair com uma vitória, porém, com um morto-vivo como Pablo em campo, até empate tá de bom tamanho. Pode parecer heresia dizer isso, mas neste exato momento ter Raniel ou Calazans é até melhor do que Pablo no ataque. Se é pra fingir que joga, então o SPFC deveria fingir que paga seu gordo salário, né, Pablo?
  • LUAN: Se Luan acertou um único passe nesta partida, deveria ser um lance de destaque nos melhores momentos do jogo. Péssimo nos passes, horrendo no posicionamento, Luan foi medíocre nos fundamentos mais básicos do futebol. Toda vez que a bola vinha pro Luan, a gente já esperava que o adversário iria roubar a bola e iniciar um contra-ataque: e isso aconteceu 100% das vezes. Luan não pode mais ser titular. Simples assim.
  • HERNANES: Já são quase 10 meses no clube e a impressão que dá é que o Profeta ainda não está com 100% de condicionamento físico. Hernanes demonstrou forte cansaço no meio do segundo tempo, parou de correr nas bolas mais intensas e a partir dos 35 minutos da etapa final começou a ter cãimbras seguidamente. E não venham dizer que isso é “normal” porque um craque desse nível não leva quase um ano para entrar em forma. Idade? Não, o problema não é a idade. Hernanes tem 34 anos, mas Dani Alves tem 36 anos e dava pique e brigava por todas as bolas até os 50 minutos do segundo tempo. 
  • TCHÊ TCHÊ: O titular absoluto e intocável de Cuca parece que vai perder a boquinha. Esse infeliz errou tanto passe que foi substituído no segundo tempo e o time melhorou a troca de passes na intermediária. Pra piorar, perdeu um gol cara a cara com goleiro que merecia até multa no salário. Jogador acomodado, péssimo nos passes, só Cuca mesmo para deixá-lo como titular absoluto.