SPFC esbanja apatia em empate com um dos lanternas

 
FICHA TÉCNICA
CORITIBA 1 X 1 SÃO PAULO
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data/Horário: 4/10/2020, às 16h
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (Fifa/RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa/RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (CBF/RJ)
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Robson, Hugo Moura (Coritiba), Juanfran, Luciano, Gabriel Sara (São Paulo)
Gols: Robson (05’ 1ºT), Reinaldo (23’2ºT)
CORITIBA: Wilson; Jonathan, Rodolfo Filemon, Sabino e William Matheus; Hugo Moura, Matheus Sales, Ramon Martínez (Matheus Bueno, aos 18’2ºT) e Guilherme Biro (Luiz Henrique, aos 18’2ºT); Gabriel (Pablo Thomaz, aos 39’2ºT) e Robson. Técnico: Jorginho.
SÃO PAULO: Tiago Volpi, Juanfran (Igor Vinicius, aos 38’2ºT), Diego Costa, Léo e Reinaldo; Tchê Tchê (Brenner, Intervalo), Daniel Alves, Gabriel Sara e Igor Gomes (Toró, aos 38’2ºT); Pablo (Vitor Bueno, Intervalo) e Luciano (Tréllez, aos 49’2ºT). Técnico: Fernando Diniz.
 
BOLA CHEIA
  • NINGUÉM Enfrentando o lanterna do campeonato, em grave crise interna, como o time entra em campo? Apático, lento, completamente despreocupado. Excetuando Luciano que ainda busca alguma coisa em campo (mas estava bem abaixo do seu normal), o resto parecia saído do seriado The Walking Dead.
 
BOLA MURCHA
  • PROF. PARDAL: Uma cena desta partida é bem sintomática para entender o tamanho dessa encrenca. Jogando contra um adversário em crise, despedaçado, ameaçado de rebaixamento, o Prof. Pardal mantém as mesmíssimas peças (Reinaldo, Tchê Tchê, Pablo, Igor Gomes, Gabriel Sara), teima em barrar quem pode oferecer algo mais (Bruno Alves, Tréllez) e o time joga como se tivesse enfrentando o Borussia Dortmund. Apático, covarde, errando passes, gasta 80% do tempo tocando a bola pro lado e pra trás. E quem pode mudar essa situação de jogo? O Prof. Pardal, é claro. E o que ele faz? Fica gritando ao lado do campo “Vamos, São Paulo! Vamos, São Paulo!” Em vez de mudar alguma coisa, ele espera as câmeras da TV apontarem pra ele e começa a “incentivar” o time com essas palavras. As mudanças de peças propriamente ditas ele fez aos 40′ e aos 49’15” do segundo tempo, quando não dá mais tempo para nada. Mas mantém Bruno Alvez no banco e mantém como titulares absolutos os perebas Tchê Tchê, Reinaldo, Pablo, Gabriel Sara e Vitor Bueno (que entrou no 2º tempo). E Daniel Alves que só reclama e erra passes de 3 metros pode ser barrado? Não. Jamais o Prof. Pardal barraria o “líder” que ganha R$ 1 milhão e não joga para se recuperar do mesmo braço com que aparece tocando pagode. Enquanto isso, o que fazem o dirigente de futebol que é ex-ídolo e o dirigente de futebol que é uma ave? Nada. Eles sabem que o horroroso trabalho deles vai ser descartado assim que o novo presidente assumir, pois esse é o único ponto em comum entre os dois candidatos à presidência: vão se livrar dos perebas que dirigem o futebol e do pereba que é treinador. Resta a nós torcer para que as eleições sejam adiantadas pra já e as mudanças aconteçam também pra já. E se isso não acontecer, comecemos a rezar desde já para não chegarmos em dezembro na Zona de Rebaixamento, que é onde o Prof. Pardal deixou seus dois últimos clubes antes de ser sumariamente demitido.
(por Demétrio Valente)