SPFC fica só no empate contra o Atlético-PR em Curitiba

 

FICHA TÉCNICA

ATHLETICO-PR 1 X 1 SÃO PAULO
Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Data e horário: 17 de janeiro de 2021 (domingo), às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (FIFA/GO) e Bruno Raphael Pires (FIFA/GO)
Árbitro de vídeo: Elmo Alves Resende Cunha (CBF/GO)
Gols: 1-0 Renato Kayzer (38’/1T); 1-1 Tchê Tchê (16’/2T)
Cartões amarelos: Fernando Canesin, Carlos Eduardo e Paulo Autuori (Athletico-PR) e Arboleda (São Paulo)

ATHLETICO-PR: Santos; Jonathan (Khellven, 30’/2T), Pedro Henrique, Thiago Heleno e Abner, Richard, Christian e Fernando Canesin (Walter, 45’/2T); Carlos Eduardo (Reinaldo, 45’/2T), Renato Kayzer (Vitinho, 23’/2T) e Nikão. Técnico: Paulo Autuori. 

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Juanfran (Igor Vinícius, 44’/2T), Bruno Alves (Vitor Bueno, intervalo), Arboleda e Reinaldo; Luan, Tchê Tchê, Gabriel Sara (Gonzalo Carneira, 37’/2T), Igor Gomes (Pablo, 32’/2T) e Daniel Alves; Brenner. Técnico: Fernando Diniz.

 

BOLA CHEIA

  • CARNEIRO: Ele jogou pouco (cerca de 10 minutos apenas), é meio desengonçado, mas nesses 10 minutos conseguiu fazer mais do que Brenner em 90 minutos ou Pablo nos últimos 6 meses. Ele buscou o jogo, se infiltrou na área adversária e deu um belo cabeceio que por muito pouco não se transformou no gol da vitória. Esse uruguaio merece mais chances no time do que o Pablo, principalmente enquanto Luciano não volta.

 

BOLA MURCHA

  • BRENNER: A única vez que foi possível notar a presença de Brenner em campo foi quando ele perdeu um gol cara a cara com o goleiro. No resto do tempo, ele se arrastava, não buscava as jogadas (algumas vezes parecia fugir dela) e teve que ouvir diversas vezes Fernando Diniz gritar “Acorda, Brenner!” no meio do jogo. O fato é que sem Luciano, Brenner se torna pouco (ou nada) efetivo em campo, pois não busca jogada, não tenta nada, não se posiciona. Será que é apenas coincidência que bastou fazer alguns gols ele já trocou de empresário (causando uma tremenda confusão) pensando em Europa? Há alguns meses ele não conseguia ser nem reserva no Fluminense e agora já carrega essa máscara toda? Vai com calma, garoto, futebol é momento. Se ficar tirando o pé desse jeito vai acabar em time da Europa sim, mas da Série B da Romênia…
  • DANI ALVES: Dos últimos 3 jogos, este foi o único em que Dani Alves não entregou o ouro errando passe que resultou em gol adversário. Mas não é porque ele jogou melhor, e sim porque o treinador mudou o cara de posição. Os passes tortos continuam, mas pelo menos agora não é na frente do goleiro. Ganhando o que ganha, Dani Alves não tem nem direito de errar tanto passe assim. Ele só faz isso na vida e ganha milhões para entrar em campo e fazer o básico. Mas nem isso ele tá fazendo.
  • FERNANDO DINIZ: O foco da crítica mudou. Fernando Diniz conseguiu ajustar o time, é verdade, mas simplesmente não tem pulso para contornar crises. É fácil xingar um pé-de-rato como Tchê Tchê de “mascaradinho”, mas por que não tem o mesmo tratamento com Dani Alves, o homem que mais erra passes no time? Por que insiste todo jogo com o péssimo Vitor Bueno, que não teria vaga nem de reserva em time da Série C? Por que insiste tanto com o Pablo, que desiste de jogadas mais difíceis antes de sua conclusão e é um absoluto inútil em campo? Por que não tira Igor Gomes e Gabriel Sara de jeito nenhum, mesmo com ambos em péssima fase (ele prefere mudar o posicionamento para ver se os dois melhoram)? Por que insiste com aquela saída de bola horrenda que atrasa o jogo e volta e meia resulta em gol do adversário? Por que não dá mais chances para Carneiro em vez do medíocre Pablo? Sinceramente, a gente queria que Diniz desse certo ― não apenas para conseguirmos um título, mas para acabarem as constantes trocas de treinador. Mas às vezes fica bem difícil engolir esse jeito que o cara tem para trabalhar…

(por Demétrio Valente)