SPFC goleia a Chape e dorme tranquilo no G4 do Brasileirão

FICHA TÉCNICA

CHAPECOENSE 0 X 3 SÃO PAULO
Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 2 de novembro, sábado
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Michael Stanislau (RS)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Gols: Bruno Alves, aos 6 do 1ºT, Vitor Bueno, aos 23 do 1ºT, e Antony, aos 34 do 2ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Renato e Marcio Araújo (Chapecoense); Igor Gomes (São Paulo)

CHAPECOENSE: Tiepo; Eduardo (Elicarlos), Douglas, Rafael Pereira e Bruno Pacheco; Renato, Márcio Araújo, Camilo e Roberto (Vini Locatelli); Everaldo e Dalberto (Arthur Gomes). Técnico: Marquinhos Santos

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Daniel Alves (Juanfran), Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucliei (Luan); Antony, Igor Gomes, Tchê Tchê e Vitor Bueno (Hernanes); Raniel. Técnico: Fernando Diniz

 

BOLA CHEIA

  • VOLPI, ARBOLEDA e BRUNO ALVES: Se tem algo que funciona muito bem atualmente na equipe é essa defesa. OK, a gente sabe que a partida passada foi uma tragédia, mas é preciso fazer uma leitura do conjunto da obra e, nesse sentido, esse trio tem todo o mérito pelo fato de o SPFC ter a melhor defesa do Brasileirão 2019. Arboleda voltou a ser o monstro de sempre destruindo todas as jogadas adversárias, tirando todas as bolas aéreas e atuando com a absoluta seriedade de sempre. Bruno Alves também voltou a ser o zagueirão seguro de sempre, fez um gol de cabeça e teve outro erroneamente anulado no final ― aliás, quando zagueiro faz mais gol do que os atacantes é porque alguma coisa não está dando certo lá na frente, né… E por fim temos Volpi, que tem uma reposição de bola ruim com os pés, mas é um monstro debaixo das traves, salvou três bolas dificílimas, e sem dúvida alguma dá mais tranquilidade para a torcida depois de um período terrível de goleiros medíocres na Era Pós-Ceni.

 

BOLA MURCHA

  • FUTSAL DE CEGO: Esse esqueminha de Futsal de Cego de toquinho de lado implementado por Fernando Diniz é um troço que só funciona contra time matematicamente rebaixado, como a Chape. O técnico exige que a defesa saia dando toquinho de lado, levando 5 minutos para chegar no meio-de-campo e mais 5 minutos para chegar ao ataque. Só que todos os adversários já perceberam o esquema “manjado” de Diniz e “sobem” a marcação. Aí acontece o óbvio: até o horrendo time da Chape marca sob pressão a saída de bola e a defesa não consegue sair jogando. O que adianta ficar mostrando estatísticas de 70% de posse de bola se o time não chuta a gol? Quando pega um time cansado e muito ruim como a Chape, é fácil ganhar; mas quando pega um time mais estruturado como o da Crefisa… Bem, todo mundo viu o que aconteceu. Diniz precisa deixar a sua teimosia um pouco de lado e ajustar o Futsal de Cego para algo que seja mais efetivo, afinal, todo mundo viu como ele deixou os times do Atlético-PR e do Fluminense quando insistiu neuroticamente com esse esquema de jogo sem aceitar ser maleável…

 

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