SPFC goleia Chapecoense e pula para o 5º lugar no Brasileiro

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 4 X 0 CHAPECOENSE
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 22 de julho de 2019, segunda-feira
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Daniel Henrique Andrade (DF) e José Reinaldo Nascimento Júnior (DF)
VAR: Grazianni Maciel Rocha
Público: 35.598 torcedores
Renda: R$ 842.238,00
Gols: Antony, aos três, Toró, aos sete, Raniel, aos dez, e Vitor Bueno aos 45 do 2ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Igor Vinícius (São Paulo); Alan Ruschel, Everaldo e Douglas (Chapecoense)

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Luan (Everton), Tchê Tchê e Hernanes; Antony, Raniel (Vitor Bueno) e Alexandre Pato (Toró); Técnico: Cuca

CHAPECOENSE: Tiepo; Eduardo, Gum, Douglas e Bruno Pacheco (Régis); Márcio Araújo, Amaral, Arthur Gomes e Camilo (Gustavo Campanharo); Renato Kayzer (Alan Ruschel) e Everaldo; Técnico: Ney Franco

 

BOLA CHEIA

  • TORÓ: No primeiro tempo, sem Toró, o time foi lerdo, inseguro, lento e nada efetivo. Toró entrou no intervalo e botou fogo no jogo: fez até o Hernanes correr (o coitado deve ter precisado de balão de oxigênio no fim do jogo), infernizou o adversário e ainda deixou seu golzinho. A gente aqui no site passou um ano e meio pedindo chance pro Toró no time principal, agora vamos passar mais um tempo pedindo o moleque como titular. Basta lembrar que segundo os números oficiais da própria comissão técnica do SPFC, cada jogador de frente do elenco corre em média 6km por treino. Toró corre 12km. Precisa dizer algo mais?
  • CUCA: Se dependesse do primeiro tempo, Cuca iria direto pro Bola Murcha de novo: atendeu pedido de Hudson tirando-o da lateral, colocou Igor Vinícius, deixou Pato em posição meio torta no esquema, insiste com o morto-vivo Tchê Tchê como titular absoluto, barrou Toró, Walce e Igor Gomes no esquema. O resultado não poderia ser outro: o primeiro tempo foi desastroso, deixou a gente preocupadíssimo com o futuro do time no Brasileirão. Mas, no intervalo, Cuca usou o bom senso, tirou Pato e Luan, colocou Toró e Everton. Chega a ser quase mágico a mudança absurda que o time demonstrou: em exatos 11 minutos, o SPFC fez três gols e liquidou a partida (o quarto gol foi só no finalzinho do jogo). Depois, administrou o resultado com tranquilidade até o fim. Como o que interessa é o resultado e as mudanças de Cuca influenciaram diretamente na vitória, hoje ele leva Bola Cheia com toda justiça!
  • TORCIDA: Segunda-feira à noite, trânsito travado na cidade, frio irritante de inverno, ingressos caros, adversário fraco e uma sequência de resultados ruins que desanima torcedor modinha. Diante desse quadro, a própria diretoria esperava 20 mil pessoas no máximo no Morumbi. Foram 35 mil. A torcida são-paulina mais do que nunca demonstra sua força, seu amor pelo SPFC. Lógico que sempre tem aquele modinha que diz que não vai ao estádio porque o time está ruim ou porque não ganha títulos há anos. Mas modinha é modinha, não é torcedor. Parabéns aos guerreiros que enfrentaram todo esse contexto ruim para incentivar o time mais uma vez.

 

BOLA MURCHA

  • HERNANES: Nós temos o mais profundo respeito pelo Profeta, não apenas por ser um craque de primeira grandeza e por ter sido fundamental na fatídica temporada de 2017, mas também por ser um tremendo caráter, um profissional exemplar. Dentro de campo, porém, ele continua devendo muito. Ele próprio garante que fisicamente já está 100% depois de 7 meses de preparação (deve ter sido algum recorde mundial de tempo de recuperação física, não?), mas o futebol apresentado não é nem sombra daquele Profeta que conhecemos. Lento, quase letárgico, muitas vezes Hernanes confunde “segurar a bola” com “desacelerar o contra-ataque”. Não erra tantos passes quanto Tchê Tchê, mas várias vezes tomou decisões erradas que terminaram com a perda da bola. Ainda estamos esperando muito mais do Profeta. Muito muito muito mais.