SPFC se arrasta em campo e sofre vexame histórico no Paulistão

 

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 x 3 MIRASSOL
Data/Horário: 29/7/2020, às 19h
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse Arbitro e Anderson Jose de Moraes Coelho
Cartões amarelos: Bruno Alves (SAO); Zé Roberto (MIR)
Gols: Zé Roberto, aos 19’/1ºT (0-1); Zé Roberto, aos 31’/1ºT (2-0); Pablo, aos 35’/1ºT (1-2); Vitor Bueno, aos 36’/1ºT (2-2); Daniel Borges, aos 34’/2ºT (2-3)

SÃO PAULO: Tiago Volpi, Juanfran (Igor Vinícius – Intervalo), Arboleda, Bruno Alves (Everton – 33’/2ºT) e Reinaldo; Tchê Tchê (Paulinho Boia – 38’/2ºT), Daniel Alves e Igor Gomes (Hernanes – 33’/2ºT); Pablo, Vitor Bueno e Pato (Helinho – 21’/2ºT). Técnico: Fernando Diniz.

MIRASSOL: Kewin, Daniel Borges, Danilo Boza, Reniê e Moraes; Alison Silva, Du (Lucas Vital – 31’/2ºT), Kauan (Matheus Rocha – 10’/2ºT) e Juninho (Wellington – Intervalo); Bruno Mota (Vinicius – 42’/2ºT) e Zé Roberto (João Arthur – 31’/2ºT). Técnico: Ricardo Catalá.

 

BOLA CHEIA

  • PABLO Correu muito, participava de todos os lances, buscava jogada toda hora, fez gol. Ao contrário do resto do time e daquele Prof. Pardal que se acha técnico-psicólogo-alquimista-cientista, Pablo era um dos poucos que queria ganhar ― e não fazer firula.
  • DANI ALVES Assim como Pablo, se esforçou demais, buscou o jogo, tem sangue nos olhos para vencer. Quando viu que o esquema de m… do Prof. Pardal não estava funcionando, foi lá na beira do campo avisar que mudanças precisavam ser feitas. Ao final do vexame, enquanto o resto do time saía tranquilo como se nada tivesse a contecido e o prof. Pardal se defendia na TV dizendo não temer sua demissão, Dani Alves saiu de campo furioso, jogando a braçadeira de capitão. O cara joga com muita gana de vitória, não admite perder dessa forma. Pena que o resto do time não tenha essa mesma vontade.

 

BOLA MURCHA

  • PROF. PARDAL Ele sempre diz que não gosta de mudar o time, não gosta de fazer substituições, e com essa filosofia de trabalho insiste na m… mesmo quando tá na cara que nada está dando certo. Insiste com Juanfran como “ponta falso” quando o cara não tem fôlego nem pra voltar correndo pro meio-campo; insiste com Tchê Tchê errando passes quando é muito latente que a bola sempre enrosca nele e em Vitor Bueno; só decide fazer as modificações para “acordar” faltando 10 minutos pra acabar, improvisando até Reinaldo como zagueiro; conseguiu a façanha de ser desclassificado no Morumbi para o Mirassol. O que adianta ser psicólogo(zinho) de atleta que ganha R$ 500 mil por mês e precisa de “motivação” pra jogar? Quem precisa de motivação é o pai de família que é proibido de trabalhar e tem filho chorando de fome em casa. O time apresentou todos os velhos problemas de todos os times que o Prof. Pardal treinou ― e quase rebaixou todos eles de divisão. E tem mais uma coisa que só não vê quem não quer: se em vez de ficar se preocupando com política o diretor de futebol do clube se preocupasse mais com o time, a gente não passaria tanta vergonha.
  • CAMBADA DE ACOMODADOS PREGUIÇOSOS Jogo decisivo de mata-mata contra um time que perdeu 8 titulares e 4 reservas na parada da pandemia. Os caras mal se conheciam e foram enfrentar um time com atletas que ganham na casa de R$ 1 milhão por mês. E o que se viu em campo? Jogadores do time milionário se arrastando, com preguiça, acomodados, achando que bastava cumprir tabela. O primeiro chute a gol do SPFC só saiu no fim do primeiro tempo, pois o que se via em campo era a famosa Tática Pára-Brisas: bola de um lado pro outro, repetidamente, sem ir pra frente. Arboleda, Pato, Reinaldo, Tchê Tchê, Vitor Bueno, Juanfran: todos péssimos, lentos, acomodados, sem a menor vontade de vencer. Campeonato Paulista é um torneio desimportante sim, mas é inadmissível entrar em campo com essa apatia. O cara que veste esse Manto Sagrado tem que honrá-lo em amistoso, rachão e Paulistão, assim como honraria em um embate importante.