SPFC sofre pra empatar com Inter-RS, que tinha um a menos

 
FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 1×1 SÃO PAULO 
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data e horário: 26 de setembro, às 19h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Michael Correia Carlos (RJ) e Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
Público: Não houve
Cartões amarelos: Abel Hernández e Heitor (INT)
Cartões vermelhos: Zé Gabriel (INT)
GOLS: Martínez Borja (19/1ºT) (1-0); e Luciano (25’/1ºT) (1-1)
INTERNACIONAL (Técnico: Eduardo Coudet) Marcelo Lomba; Heitor, Zé Gabriel, Victor Cuesta e Moisés; Musto (Praxedes, aos 46’/2ºT), Edenílson, Marcos Guilherme (Rodrigo Moledo, aos 17’/2ºT) e Boschilia; Thiago Galhardo e Abel Hernández (Rodrigo Lindoso, aos 23’/2ºT).
SÃO PAULO (Técnico: Fernando Diniz) Tiago Volpi; Igor Vinícius, Diego Costa, Léo (Paulinho Bóia, aos 35’/2ºT) e Reinaldo; Tchê Tchê (Vitor Bueno, aos 40’/2ºT), Daniel Alves, Gabriel Sara (Tréllez, aos 35’/2ºT) e Igor Gomes; Pablo (Brenner, no intervalo) e Luciano (Hernanes, aos 36’/2ºT).
 
BOLA CHEIA
  • LUCIANO: É impressionante como muda a dinâmica do time com Luciano em campo. O cara joga com sangue nos olhos, ajuda no meio, ajuda na defesa, dá opções ao ataque e ainda faz gol. E Luciano não se intimida: deu bronca no Pablo Curupira que (como sempre) só se arrastava em campo. Mas, por alguma razão interplanetária, o ET Diniz tirou Luciano de campo e o time perdeu força ofensiva, mesmo jogando com Tréllez e Brenner lá na frente. Vamos torcer para que as forças sobrenaturais do CT não transformem o guerreiro Luciano em mais um dorme-e-se-arrasta como Tchê Tchê, Pablo, Gabriel Sara, Vitor Bueno etc.
 
BOLA MURCHA
  • INVENÇÕES & PLANEJAMENTO: Tem pangaré de rede social que diz que o problema não é o técnico, pois tinha mesmo é que tirar o presidente do clube. Só que o presidente do clube está com 83 anos, está hospitalizado com Covid, vai deixar o cargo daqui a dois meses e qualquer coisa que ele tenha feito – de bom ou de ruim – já é história: as melhorias do time não passam pela saída dele. O problema aqui passa pelo dirigente do futebol – que afundou o clube com uma gestão catastrófica – e pelo treinador que o tal dirigente insiste em manter, apesar de apenas a panelinha dele no elenco ainda acreditar que vai sair algo bom dali. Tempo pra trabalhar ele teve: mais de um ano com toda liberdade do mundo, apoio do elenco, estrutura de time europeu. E o que vemos em campo após um ano? Nada. Absolutamente nada. O time continua saindo tocando a bola de forma atabalhoada como ele exige, o ataque continua marcando pouquíssimos gols e ele continua insistindo com suas teorias estúpidas que levaram seus dois últimos clubes à Zona do Rebaixamento (“Aiimm, o time tem que ter a cara do Diniz!”, dizem os jornalista puxa-sacos). Pra piorar, o Prof. Pardal barra o bom zagueiro Bruno Alves, mas não barra o pé-de-pato Reinaldo de jeito nenhum, preferindo improvisar o bom garoto Léo na zaga. Isso tem alguma lógica? Não, não tem. Assim como não tem lógica Tchê Tchê ser titular absoluto em todas as partidas desde que Diniz assumiu o comando do time, apesar de ter uma atuação digna de um vigia de tartaruga. Não sabe o que é issso? Explicando: se Tchê Tchê fosse colocado para vigiar uma tartaruga em cativeiro, a tartaruga engravidava, tinha filhotes, fugia pulando a cerca e Tchê Tchê não teria percebido nada. E nem precisa falar de Vitor Bueno, Reinaldo, Gabriel Sara, Igor Vinícius (já teve todas as chances que podia), Pablo… O SPFC jogou com um a mais em campo o 2º tempo quase inteiro e não conseguiu fazer nada para aproveitar isso. Nada, nada, nada! Anote aí para nos cobrar no fim do ano: se o SPFC insistir com o Prof. Pardal, vamos virar o ano brigando na parte de baixo da tabela e, pra complicar ainda mais, o maior defensor desse pseudo-treinador vai tomar um belo chute na bunda quando o novo presidente for eleito. Aí já vai ser tarde demais.

(por Demétrio Valente)