SPFC vence Bragantino na raça e volta à liderança do grupo

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]FICHA TÉCNICA[/perfectpullquote]

BRAGANTINO 0 X 2 SÃO PAULO
Local: Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP)
Data: 3 de março de 2019, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Assistentes: Alex Ang Ribeiro e Tatiane dos Santos Camargo
Cartão Amarelo: Buiú, Juliano, Renan Paulino e Magno (Bragantino); Bruno Alves (São Paulo)
Gols: SÃO PAULO: Pablo, aos 17, e Arboleda, aos 30 minutos do 2T

BRAGANTINO:Alex Alves; Buiú (Itaqui), Lazaro, Juliano e Acácio; Adenilson (Adriano Paulista), Magno, Renan Paulino e Vitinho; Wesley e Matheus Peixoto (Jardel).; Técnico: Marcelo Veiga

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Bruno Alves (Diego Souza), Arboleda e Anderson Martins; Igor Vinicius, Luan, Hernanes e Léo; Antony, Pablo (Jonatan Gomez) e Helinho (Nenê); Técnico: Vagner Mancini (interino)

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]BOLA CHEIA[/perfectpullquote]

  • ANTONY: É curioso que o garoto entra em campo como se não houvesse crise nenhuma no clube. Antony joga totalmente concentrado, busca alternativas de jogada o tempo inteiro, só tenta uma jogada mais bonita quando não tem outra alternativa e nunca desiste das jogadas (como Helinho, por exemplo). Além de “clarear” jogadas para os companheiros, Antony quase deixou o seu no final da partida. No atual momento, nem Hernanes é tão titular intocável quanto Antony. O moleque é f…
  • MANCINI: É observando os detalhes que a gente percebe como o técnico faz diferença na performance de um time. O planejamento foi amador, a pré-temporada foi ridícula e a temporada de 2019 foi jogada no lixo por causa dos erros grosseiros da administração. Porém, é justamente nesse cenário caótico de crise profunda que o técnico tem que fazer o que Mancini está fazendo: o simples. Nada das invenções mirabolantes de Jardine: o que seu viu em campo é uma volta à simplicidade. O primeiro tempo foi ruim, mas Mancini trocou no intervalo as peças que não estavam funcionando: Bruno Alves (que não estava bem e já havia levado amarelo) e o decepcionante Helinho. Com a mudança, Mancini colocou o time no bom e velho 4-4-2 e apostou na experiência de Nenê e Diego Souza para dar consistência ao ataque. É verdade que Diego Souza não faz mais diferença alguma, é um peso-morto em campo, mas Nenê chamou a responsabilidade pra si e literalmente comandou a vitória suada. Méritos para Mancini, que soube mudar na hora certa, apostar na simplicidade e descartar quem não estava rendendo. Além do mais, Mancini ignorou cara feia e barrou de uma vez Jucilei, Bruno Peres, Nenê e Diego Souza. Se Jardine não tinha essa coragem, Mancini tem de sobra. Ponto pra ele.
  • ARBOLEDA: Nada de sair jogando bonito, nada de inventar firula: Arboleda jogou com tanta seriedade que em algumas horas parecia jogador de várzea ― como no lance que salvou uma bola dando um golpe de kung-fu completamente desajeitado. Mas na hora da crise tem que tirar a bola de qualquer jeito mesmo ― e se a canela do adversário for junto… Problema do adversário! De quebra, Arboleda ainda fez o segundo gol com um cabeceio certeiro no canto da trave. O momento não é pra jogar bonito, meu amigo, o momento agora é pra “arboledar” mesmo!
  • NENÊ: A gente critica o cara, uma enormidade de torcedores pede sua saída, a gente sabe de tudo isso. Mas ali no gramado, com o jogo rolando, Nenê atua com absoluta seriedade, não pipoca jamais, não desiste de jogada alguma, orienta o ataque e ainda fez cruzamentos certeiros que levaram à vitória. O cara é 100% profissionalismo! No momento de crise profunda no clube, é preciso considerar esses fatores de jogo que podem determinar uma vitória ou mesmo uma sequência de vitórias que podem tirar o time da crise. Primeiro, vamos tirar o SPFC do fundo da lama. O resto fica pra depois.

 

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]BOLA MURCHA[/perfectpullquote]

  • HELINHO: O garoto é craque, sabe lidar com a bola, mas ainda não conseguiu ter uma atuação convincente que justifique sua presença no time titular. É uma situação que nos faz lembrar muito de Brenner: uma das maiores e mais promissoras joias da Base que simplesmente não deu certo no time principal. A situação fica bem clara quando se observa detalhes: Helinho desiste das jogadas em bolas mais difíceis, não divide nenhuma bola, sempre opta por se jogar e tentar cavar falta em vez de seguir a jogada após uma trombada. São características que passam despercebidas na Base, mas que se tornam pontos altamente negativos quando o time está em profunda crise e precisa de vitórias a qualquer custo.
  • IGOR VINÍCIUS: Que avenidão, hein? Igor Vinícius foi driblado de todo jeito, de todas as formas e parecia estar enfrentando o Cristiano Ronaldo ou o Messi como adversários. Mas eram apenas os jogadores do Bragantino que a gente nem sabe o nome: eles ganharam todas de Igor Vinícius. A lateral continua sendo um ponto farquíssimo do time, algo precisa ser feito urgentemente.