SPFC vence o Fortaleza no Castelão, no reencontro com Rogério Ceni

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]FICHA TÉCNICA[/perfectpullquote]

FORTALEZA 0 x 1 SÃO PAULO
Local: Arena Castelão, Fortaleza (CE)
Data: Domingo, 12 de maio de 2019
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence
VAR: Eduardo Tomaz de Aquino Valadao
Público: 40.877 pessoas
Renda: R$ 842.863,00
GOL: Hernanes (São Paulo), aos 31 minutos do 2T
Cartões amarelos: Tchê Tchê (São Paulo), Bruno Alves (São Paulo), Felipe (Fortaleza), Marcinho (Fortaleza)

FORTALEZA: Felipe Alves; Gabriel Dias, Roger Carvalho, Quintero e Carlinhos; Felipe, Juninho, Edinho; Marcinho (Dodô), Romarinho (Junior Santos) e Kieza (Wellington Paulista); Técnico: Rogério Ceni

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius (Hernanes), Walce, Bruno Alves e Reinaldo; Hudson, Tchê Tchê, Liziero (Vitor Bueno); Antony, Everton (Igor Gomes) e Toró; Técnico: Cuca

 

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]BOLA CHEIA[/perfectpullquote]

  • HERNANES: Ainda não está 100% fisicamente e sequer é titular absoluto, porém, craque é craque. O Profeta entrou no segundo tempo e deu outra dinâmica pro jogo do SPFC, que sofreu muito com as apagadíssimas atuações de Liziero e Tchê Tchê no primeiro tempo. O Profeta segura melhor a bola, tem um toque de bola refinado e ainda fez o gol da vitória. É uma pena que ele não aguente os 90 minutos ― na verdade, mesmo jogando só 45 minutos ele sai de campo exausto ―, pois ele traria uma enorme melhoria ao meio-de-campo tricolor.
  • ANTONY: Foi possivelmente a partida mais “morna” do garoto, que ficou absurdamente cansado no fim do jogo. No entanto, mesmo sem ter as atuações brilhantes das últimas partidas, no primeiro tempo Antony foi o melhor em campo, sempre jogando pra frente, pro ataque, tentando jogadas para municiar os atacantes ― o problema é que nem tinha atacante na escalação do time. Com mais experiência de jogo, esse moleque vai ser muito maior e melhor do que o mascarado Neymar. Pode apostar.
  • TORCIDAS: É lógico que é absolutamente incomum você encontrar aqui no site um Bola Cheia para uma torcida adversária. Mas nesta partida é preciso elogiar as iniciativas tanto das torcidas do SPFC quanto do Fortaleza: ambas fizeram homenagens a Rogério Ceni. No primeiro encontro do Mito contra o seu time de coração, onde ele trabalhou por mais de 1/4 de século, a torcida do SPFC abriu um bandeirão em homenagem a Ceni. Já a torcida do Fortaleza fez um belíssimo mosaico ao Mito que não fica nada a dever aos mosaicos que vemos nas arquibancadas da Europa, por exemplo. Também viu-se diversas vezes na transmissão da TV imagens de torcedores do SPFC (inclusive com camisa e boné da Dragões da Real!) no meio da torcida do Fortaleza. Podem ter certeza que esse mesmo respeito será dado à torcida do Fortaleza no jogo de volta, na capital paulista. Parabéns a todos.

 

[perfectpullquote align=”full” bordertop=”false” cite=”” link=”” color=”” class=”” size=””]BOLA MURCHA[/perfectpullquote]

  • TCHÊ TCHÊ e LIZIERO: No primeiro tempo, era deles a missão de fazer a criação pelo meio para municiar o ataque. Mas ambos tiveram atuações apagadíssimas e o SPFC simplesmente não funcionou na primeira etapa. Para você ter uma ideia, aos 40’ do primeiro tempo as estatísticas mostravam que Tchê Tchê havia tocado apenas 10 vezes na bola. Acredite: 10 vezes! Amigo, até um gandula toca mais na bola em um jogo do que Tchê Tchê tocou no primeiro tempo desta partida. Liziero foi ainda pior: além de completamente sumido em campo, outra vez foi substituído por estar exageradamente cansado e cheio de cãimbras. Um garoto com a idade dele sofrer desse jeito com o condicionamento físico não é normal. Simplesmente não é normal…
  • CANSAÇO EXAGERADO: Estamos em pleno Campeonato Brasileiro, próximo da metade do ano, e o time está jogando sem centroavante, com jogadores que parecem que terão um enfarte de tão cansados no fim de cada jogo, cãimbras pra todo lado, atletas que não entram em forma após meio ano de trabalho e uma estatística assustadora de ter um atleta lesionado no Reffis depois de cada partida. Que planejamento foi esse, que desperdiçou a pré-temporada com um torneio absurdamente sem sentido nos Estados Unidos? Pior: na metade do ano, estamos ainda vendo um time se entrosar em campo, coisa que era para acontecer 5 meses atrás. Ainda pior: mandaram embora Diego Souza precipitadamente e agora é jogo atrás de jogo atuando com “falsos 9” porque não tem centro-avante aceitável no elenco. Esse grupo tem a semana inteira livre só pra treinar, mas quando entra em campo começa a despencar de cansado aos 30 do segundo tempo, com um show de cãimbras pra todo lado. Quando até garotos como Antony e Liziero mal conseguem andar de tão cansados no final da partida, é porque alguma coisa não está encaixando nessa história… Infelizmente, os ecos do “planejamento” ainda estão muito presentes na equipe. Resta-nos torcer muito, muito mesmo, para que essa boa fase se prolongue.