SPFC vence (bem) o Santa Cruz em Recife

Santa Cruz 1×2 SPFC: Bola Cheia e Bola Murcha do jogo.


SANTA CRUZ 1 x 2 SÃO PAULO
Local: Arruda, em Recife (PE)
Data/Hora: 7 de agosto de 2016, às 16h15
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo – RJ
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos do Rio de Janeiro)
Público/renda: 12.552/R$ 205.870,00
Cartões amarelos: João Schmidt, Mena, Luiz Araújo (São Paulo); Derley (Santa Cruz)
Gols: Chavez, 39’/1ºT (0-1); Chavez, 19’/2ºT (0-2); Keno, 38’2ºT (1-2)
SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Léo Moura (Renatinho – 21’/2ºT), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Derley, Jadson (Arthur – intervalo), Danilo Pires (Bruno Moraes – 33’/2ºT), João Paulo; Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.
SÃO PAULO: Denis, Buffarini, Maicon, Lyanco e Mena; Hudson, Thiago Mendes (Wesley – 31’/2ºT) e João Schimidt; Kelvin, Cueva (Luiz Araújo – 25’/2ºT) e Chavez (Gilberto – 27’/2ºT). Técnico: André Jardine.


ANDRÉ JARDINE: Quem acompanha o Jardine nas categorias de base sabe que não é à toa que o cara ganhou todos os títulos que podia com o Sub-20 do SPFC em 2015, além da Libertadores da categoria em 2016. O cara já trabalhou com Tite alguns anos atrás e tem algumas características que agradam bastante: não é retranqueiro, monta o time do meio pra frente (por isso cobra muito a marcação na saída de bola), dá chances aos garotos, cobra muito o bom passe e não costuma ter “intocáveis”, como Bauza tinha o Centurión. O grande segredo aqui é não deixar os “migués” do elenco boicotarem ou atrapalharem o trabalho do cara. O Santa Cruz não é exatamente um parâmetro para comparação, mas o SPFC de Jardine mostrou esquema de jogo ofensivo, marcou saída de bola e atuou pra frente. Infelizmente, por questões de condições físicas ele precisou tirar Chavez e Cueva, que eram os melhores da partida, e teve que colocar Luiz Araújo (que fez sua pior partida no time de cima) e Gilberto (que só tem futebol pra ser reserva). De qualquer modo, a julgar pelos treinos dos últimos dias e pela atuação do time nesta partida, talvez seja uma boa ideia considerar Jardine como técnico, sem precisar trazer nenhuma estrela com salário milionário e os velhos “protegidos” de sempre do elenco.
CHAVEZ e CUEVA: Caro são-paulino, essa dupla de gringos tá com cara de que vai emplacar muito bem no SPFC. Chavez tem faro de gol, é guerreiro, tem absolutamente tudo para ser até melhor do que Calleri, pois é brigador sem ser provocador. Nesta partida fez dois gols, sendo que o segundo foi de pura raça! Já Cueva é o tipo de velocista que domina bem a bola, se posiciona com inteligência e tem bom passe. Perdeu um gol meio ridículo, é verdade, mas suas atuações regulares já o credenciam como titular absoluto do time. Juntos, eles praticamente decretaram o resultado do jogo, antes de saírem exaustos de campo.
DEFESA: Essa é a formação ideal: Maicon, Lyanco e Buffarini. Com mais ritmo de jogo e mais entrosamento, esse trio tem tudo para ser o paredão do SPFC. Nós torcedores merecemos uma defesa mais sólida, pois nos últimos anos sofermos demais com gente como Paulo Miranda, Tolói, Lucão e Edson Silva. Agora chega. As coisas podem estabilizar sim com o trio Maicon, Lyanco e Buffarini. E é bom o “craque de condomínio” fechar logo com a Europa, pois na volta das Olimpíadas ele não tem vaga nessa defesa.
DENIS: Um dos caras mais criticados pela torcida e por nós aqui do site tem tido uma recuperação fenomenal. O cara pra jogar no SPFC tem que saber aceitar crítica e Denis parece ter absorvido bem a avalanche de críticas daquela fase terrível. Nos últimos jogos, tem sido essencial para evitar gols e nesta partida em Recife pegou um pênalti que foi muito bem batido pelo Grafitte – aquele mesmo, o “salvador de corintiano” (pensa que a gente esqueceu?)…


WESLEY, GILBERTO e LUIZ ARAÚJO: Os três jogadores entraram porque Chavez, Cueva e Thiago Mendes estavam exaustos. Mas tanto Wesley quanto Gilberto e Luiz Araújo foram tão mal que devem estar até envergonhados de suas atuações. Luiz Araújo fez sua pior partida pelo SPFC, estava atrapalhado, ansioso demais e ainda cometeu um pênalti que quase colocou tudo a perder. Gilberto veio pra ser reserva, pra tapar buraco, mas tem jogos que nem isso ele consegue fazer. Já Wesley é um caso tão perdido quanto Centurión: o cara parece que só entra pra atrapalhar. Não tem condições de manter no elenco um jogador marrento que se limita a tocar bola pra trás – coisa que um certo Sr. Migué cansa de fazer em todo jogo, diga-se de passagem…