Quem quer ser campeão não pode reagir assim após gol anulado

Um gol anulado, seja por uma decisão correta ou incorreta da arbitragem, pode desestabilizar uma equipe. Um gol anulado, seja por uma decisão correta ou incorreta da arbitragem, pode desestabilizar uma equipe. Mas não pode causar o efeito que teve sobre o São Paulo na última quinta-feira, na derrota por 3 a 0 para o Atlético-MG, no Mineirão.

Até os 29 minutos do primeiro tempo, o que se viu foi um São Paulo avassalador: duas bolas na trave, finalizações que obrigaram Rafael a fazer defesas difíceis e uma compactação com duas linhas de quatro interessante na defesa. O time mineiro pouco ameaçava.

Aos 30 minutos, porém, o lance que ditaria o rumo do confronto. Tchê Tchê recebeu a bola na entrada da área, cruzou para Luciano, que deu um toque e abriu o placar. A jogada, no entanto, foi revisada pelo VAR e anulada por impedimento.

Na transmissão do SporTV a sensação dos comentaristas e dos especialistas de arbitragem era de mesma linha, mas a tecnologia detectou o contrário.

Gol anulado, e um novo São Paulo surgiria a partir daí. E o que se viu, então, foi um São Paulo muito pior.”

Não demorou cinco minutos para o time cometer o seu primeiro erro em saída de bola com Tchê Tchê e sofrer o gol após o Galo encontrar um passe entre os zagueiros, algo temido por Fernando Diniz.

Ter o gol anulado e logo em seguida sofrer um do adversário desmontou por completo a equipe. O Tricolor paulista não se encontrou depois disso e viu a sequência de três vitórias seguidas e a possibilidade de colar na liderança do Brasileirão desmoronarem.

Hernanes ainda daria uma ponta de esperança ao cobrar falta com perigo, aos 38 minutos do primeiro tempo, mas esta foi embora cinco minutos mais tarde, quando Alan Franco ampliou para o Atlético-MG. O 0 a 2 no placar resumiu a total perda de foco do São Paulo na partida.

Quando subiu dos vestiários, Fernando Diniz tentou deixar o time um pouco mais ofensivo ao tirar Gabriel Sara para colocar Vitor Bueno.

Insatisfeito com o desempenho inicial, tirou Hernanes e Paulinho Boia aos sete minutos e promoveu as entradas de Igor Gomes e Brenner, respectivamente.

Mas diferentemente da partida contra o Corinthians, quando os jovens saíram do banco de reservas e deram um ânimo novo ao time, na última quinta a equipe ficou ainda mais perdida em campo e sem saber o que fazer com a bola nos pés.”

O terceiro gol, de Jair, aos 13 minutos da etapa final, selou de vez a derrota, que poderia ter sido ainda pior devido às várias chances criadas pelo Atlético-MG no segundo tempo.

No último domingo, Fernando Diniz disse que o São Paulo iria brigar até o fim pelo título do Campeonato Brasileiro após a vitória sobre o Corinthians. Na quinta-feira ficou claro que essa briga só será possível se o time souber administrar as emoções.

Fonte: GE