Time reserva mostra futebol medíocre na derrota pro Botafogo-SP

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO-SP 1 X 0 SÃO PAULO
Local: estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP)
Data: 8 de março de 2020, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Marcelo Van Gasse e Gustavo Rodrigues de Oliveira
Público total: 14.782
Renda: R$ 447.240,00
Gol: Didi, aos 27 do 2ºT (Botafogo-SP)
Cartões amarelos: Caíque Sá (Botafogo-SP); Toró (São Paulo)

BOTAFOGO-SP: Darley; Caíque Sá, Robson, Didi e Victor Bolt; Naldo, Rafinha e Ronald (Gabriel Calabres); Matheus Anjos (Luketa) e Wellington Tanque; Técnico: Claudinei Oliveira

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Diego (Fasson), Anderson Martins, Luan e Everton (Wellington); Liziero, Rodrigo Nestor e Shaylon; Fabinho (Tréllez), Toró e Brenner; Técnico: Fernando Diniz.

 

BOLA CHEIA

  • SHAYLON: Se esse cara for bem trabalhado, pode sim render bons frutos ao SPFC. Ele tem bom toque de bola, chuta bem, se posiciona com inteligência. O grande problema é o porte físico (no gol do Botafogo, ele foi literalmente atropelado por um adversário mais forte), que precisa ser bem trabalhado para ele disputar com mais intensidade as bolas mais difíceis. De qualquer modo, a comissão técnica deve sim olhar com carinho pro futebol de Shaylon.
  • TRÉLLEZ: Parece até piada colocar o Tréllez no Bola Cheia, né? Mas não é. A gente sabe das limitações técnicas gritantes do atacante colombiano, mas ele é raçudo, voluntarioso e pediu para não ser negociado, pois queria ter uma chance no SPFC. Agora, compare com o titular Pablo ― que tem uma boa técnica, mas é lento, preguiçoso, desligado e na estreia da Libertadores 2020 perdeu gols inacreditáveis para um atleta profissional. Tem horas que não é só técnica e talento que precisam ser considerados, afinal, se fosse só isso o SPFC nunca teria atacantes como Serginho Chulapa, Aloísio Chulapa, Aloísio Boi Bandido e tantos outros que foram vencedores por serem voluntariosos e raçudos na hora de finalizar. Tá na hora de pelo menos considerar dar mais uma chance ao Tréllez.

 

BOLA MURCHA

  • IMPROVISAÇÕES SEM PÉ NEM CABEÇA: No time principal, destro joga na esquerda, canhoto na direita, lateral vira meia, volante vira zagueiro e lateral vira ponta. Com o time titular poupado, o Professor Pardal continuou com suas improvisações, colocando volante de zagueiro, zagueiro de lateral, ponta de lateral… Assim, a gente teve cara que se destaca na Base como zagueiro e tem que atuar como lateral, se atrapalhando todo. E o volante que virou zagueiro tomou tanto drible que saiu tonto de campo. O Professor Pardal “não abre mão de suas convicções” e para isso faz improvisações sem pé nem cabeça, confunde os atletas e perdeu para um time que está à beira do rebaixamento no Paulistão. Será que precisa lembrar que o Professor Pardal foi demitido desse mesmo time de Ribeirão Preto em 2011 por afundá-lo com derrotas humilhantes com suas “convicções”? Ah, Professor Pardal…
  • PREPARO FÍSICO: Se é na altitude, a culpa é da altitude; se é no calor, a culpa é do calor; o fato é que não importa se é o time reserva, um elenco profissional de um clube de ponta não pode despencar como moscas mortas em campo depois dos 15 minutos do segundo tempo. Era cãibra pra cá, cansaço pra lá e gente despencando como saco de cimento com qualquer trombada. Brenner, Rodrigo Nestor, Shaylon, Everton, Diego, Fabinho, Welington, Liziero… É impressionante a lista de jogadores que despencaram em campo transparecendo simplesmente que não aguentam 90 minutos de jogo intenso contra um time à beira do rebaixamento no Paulistão.