Comissão de Ética recomenda afastamento de Olten Ayres, presidente do Conselho

A Comissão de Ética do São Paulo, em relatório desta quinta-feira, recomendou de maneira cautelar que Olten Ayres seja afastado da presidência do Conselho Deliberativo.

O documento orienta que uma reunião extraordinária seja convocada pelo vice João Farias para que o afastamento seja votado pelos conselheiros.

Para que Olten Ayres de fato seja afastado, dois terços dos conselheiros (170) precisam aprovar o pedido da Comissão de Ética.

O relatório da Comissão de Ética é uma resposta ao pedido do presidente Harry Massis de expulsão de Olten Ayres do Conselho Deliberativo do São Paulo. O dirigente acusa o conselheiro de gestão temerária no cargo.

Enquanto pede o afastamento cautelar de Olten Ayres, a Comissão de Ética segue com a investigação para entregar o relatório final do pedido de expulsão protocolado por Harry Massis.

Entenda o caso

O pedido de Harry Massis ocorreu após divergências com Olten Ayres envolvendo uma reforma estatutária no clube.

Em 17 de dezembro, o então presidente Julio Casares apresentou uma proposta de alteração no estatuto para reduzir a exigência de quórum qualificado em decisões estruturais, como a transformação do clube em SAF, a constituição de empresa e a separação da gestão do futebol do clube social.

Olten Ayres encaminhou a proposta ao Conselho Consultivo e, após aprovação do órgão, enviou o texto para análise da Comissão Legislativa.

A comissão era composta pelos conselheiros Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, José Alberto Padin Iglesias e Wanderson Martins Rocha. O parecer foi emitido no dia 8 de abril de 2026 e foi contrário à proposta. Segundo o pedido protocolado por Harry Massis, essa decisão deveria encerrar a tramitação do projeto.

No entanto, em meio ao processo, no dia 30 de março, Olten Ayres instituiu uma Comissão de Reforma Estatutária para tratar de mudanças mais amplas no estatuto, com prazo até 15 de maio para apresentação de propostas.

Em contato com a reportagem do ge, o presidente do Conselho Deliberativo afirmou que há prazo de 30 dias para manifestação da Comissão Legislativa e que, por isso, o parecer anterior foi desconsiderado. A proposta em tramitação será analisada por uma nova Comissão Legislativa, com outros membros, formada em 10 de abril.

O documento protocolado por Harry Massis sustenta que a medida representa quebra do estatuto, por tratar do mesmo tema anteriormente rejeitado.

Fonte: GE