Renovações e acordo por salários: como foi o 1º mês de Massis na presidência
Na noite do dia 16 de janeiro, o então presidente Julio Casares teve o processo de impeachment aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube. Desde aquele momento, o vice, Harry Massis, assumiu o cargo. Um mês depois, é possível elencar mudanças importantes realizadas pelo novo mandatário.
No primeiro dia após assumir o posto, Massis foi ao CT da Barra Funda para se reunir com o elenco. Ele tinha pouca intimidade com atletas e dirigentes, já que o posto de vice acaba sendo mais decorativo do que decisório.
Nesta reunião, ouviu as principais preocupações dos atletas e entendeu o clima no CT. Os atrasos salariais, que já haviam se tornado padrão com dois meses de direitos de imagem em atraso, se tornaram o primeiro foco de resolução.
O presidente costurou um acordo efetivado recentemente para parcelar os atrasados, que em alguns casos chegavam a três meses, em dez vezes. Junto com o acerto, veio a promessa de dar um basta naquele modus operandi e não mais atrasar os vencimentos.
A segunda mudança mais notória foi o esvaziamento do vestiário. Márcio Carlomagno foi demitido, Muricy Ramalho saiu, Marcos Biasotto voltou para Cotia e o executivo Marcelo Lima, que já tinha tudo acertado com o clube ser o novo comandante da base, teve sua chegada cancelada.
Carlos Belmonte, conselheiro e diretor de futebol que deixou o clube no final do ano passado, não foi substituído por outro membro do Conselho. Em vez disso, Massis estreitou laços com Rui Costa e aumentou os poderes do executivo, que chegou a ficar sozinho no departamento até a contratação de Rafinha para ser o elo com o campo.
O mandatário também fez diversas mudanças no administrativo e social do clube. Algumas delas ganharam a mídia, como o diretor de comunicação José Eduardo Martins e o diretor do clube social Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé, além de sua filha, Christina Massis, que tinha cargo na diretoria do futebol feminino.
A explicação para a saída de filha foi dada em um ato administrativo com regras de compliance para evitar conflitos de interesse dentro do clube, sobretudo por relação de parentesco. Massis ainda ordenou uma varredura na estrutura organizacional do clube para identificar outros conflitos. Com todas as saídas e algumas reposições internas, a gestão computa uma economia na ordem de R$ 4 milhões até o final de 2026.
Dentro de campo, passada a instabilidade política, a fase também melhorou. Atualmente, o time de Hernán Crespo vem de seis jogos de invencibilidade, com ótimo início no Brasileirão e classificação às quartas de final do Paulista.
Além da contratação de Cauly, agora o foco é a renovação com atletas importantes e que possuem contratos no fim. Três delas já estão encaminhadas e perto do anúncio: Luciano, Sabino e Marcos Antônio. Ao menos outros dois jogadores importantes ainda precisam negociar um novo vínculo: os atacantes Lucas e Calleri.
Fonte: GE
