Um mês de Roger Machado: o que mudou no São Paulo com o técnico
Contratado para substituir Crespo após uma demissão que agitou os bastidores do clube, o técnico viveu altos e baixos neste início e começou a implementar mudanças na equipe.
Crespo vinha de uma sequência positiva, com o time na vice-liderança do Brasileirão, mas a derrota para o Palmeiras, na semifinal do Paulistão, foi o estopim para a saída, em meio a divergências internas com a diretoria.
A aposta da cúpula foi por um nome com perfil mais competitivo. Roger chegou respaldado pelo executivo de futebol Rui Costa, com quem trabalhou no Grêmio. Entretanto, não foi uma unanimidade entre os torcedores.
Desde então, são sete jogos, com quatro vitórias, um empate e duas derrotas, 61% de aproveitamento. O número é inferior ao dos antecessores no mesmo recorte: Crespo teve 76%, e Zubeldía, 71%.
Nos primeiros compromissos, manteve a base do time de Crespo, com o meio formado por Danielzinho, Bobadilla e Marcos Antônio. Após a Data Fifa, quando teve dez dias de treinos, passou a mexer na estrutura da equipe.
O São Paulo chegou a assumir a liderança do Brasileirão, mas as derrotas para Atlético-MG e Palmeiras fizeram o time cair na tabela.
A partir do empate com o Internacional, no dia 2 de abril, Roger adotou o 4-3-3, com pontas abertos. A chegada de Artur, por empréstimo do Botafogo, abriu espaço para a mudança, que tirou Danielzinho do time titular.
Ao mesmo tempo, o treinador deixou de contar com Arboleda, que viajou ao Equador e desfalcou a equipe nas últimas partidas.
A nova formação gerou pressão, amenizada após a goleada sobre o Cruzeiro, pelo Brasileirão, e a vitória na estreia da Sul-Americana, contra o Boston River. Com os resultados, o Tricolor voltou à vice-liderança da competição nacional, com 20 pontos, cinco a menos que o Palmeiras.
Outra marca do período é a utilização de jovens da base. Tetê estreou como profissional, Pedro Ferreira voltou a ser acionado, e Osorio e Nicolas passaram a figurar entre os relacionados.
Fonte: GE
