Artur assume papel de líder e diz que quer ficar ‘muito tempo’ no SPFC
Três meses foram suficientes para Artur se adaptar ao São Paulo. Contratado por empréstimo do Botafogo em março, o atacante ganhou espaço como titular e passou a ter papel de liderança no elenco.
Aos 28 anos, o jogador soma 16 partidas pelo clube, com três gols e duas assistências. Em início positivo, faz questão não esconder a identificação.
— Mexe com nosso sentimento, eu já falo que sou um torcedor nato do Tricolor, já amo o São Paulo. Minha família também, estão todos apaixonados, todos conectados. Estou muito feliz com esse momento, espero beijar esse escudo por muitos anos — disse o jogador, em entrevista ao ge.
Artur viveu um período de instabilidade no clube, com a demissão de Roger Machado, a eliminação na Copa do Brasil para o Juventude e uma sequência da equipe de oito jogos sem vitória, encerrada no triunfo sobre o Boston River.
O atacante, que não tinha papel de liderança no Botafogo, passou a assumir protagonismo no Morumbis.
— Para falar a verdade, no Botafogo, por exemplo, eu estava mais recuado de ser um líder. Chegando aqui eu me senti super bem, as pessoas me respeitam muito e me sinto num papel de que posso agregar, posso falar. Aqui tem muitos jogadores da base, jovens, e a gente busca aconselhar, ajudar.
Nos bastidores, Artur foi um dos jogadores que defendeu a busca por uma “identidade” para o time voltar a vencer. Durante a sequência negativa, o São Paulo chegou a sofrer nove gols no segundo tempo.
Segundo o atacante, a ideia foi bem recebida pelo técnico Dorival Júnior.
— Não tem muito tempo para treinar, é mais interno. Fizemos uma reunião e uma das pautas que comentei era para buscar a nossa identidade, o que queremos apresentar. Nos últimos jogos estávamos apresentando identidades diferentes, de um primeiro tempo bom e um segundo tempo não tão bom, muito defensivo. Eu pautei isso, qual identidade queremos ter? — conta Artur.
— Na preleção antes do jogo, o Dorival perguntou: “O que você falou que é para a gente ter?” Eu disse que era para termos uma identidade de time agressivo, com posse de bola, lá em cima para marcar gols e não ficar tanto defendendo. Ele gostou dessa ideia e espero que a gente crie essa identidade do primeiro tempo.
O contrato com o clube vai até o fim do ano. Para contratá-lo em definitivo, o São Paulo precisaria desembolsar 6 milhões de euros (R$ 36 milhões) por 60% dos direitos econômicos. O jogador não esconde o desejo de permanecer.
— Ainda sou jogador do Botafogo, estou por aqui por empréstimo, mas como ressaltei eu estou me sentindo em casa, o mais importante é que estou muito feliz. Espero que essa renovação, ou futura compra, não sei, possa acontecer e eu ficar aqui por muito tempo.
Mudanças
Artur também viveu mudanças no comando técnico desde que chegou ao clube. Quando foi contratado, reencontrou Roger Machado, com quem trabalhou no Palmeiras e no Bahia, entre 2018 e 2019. A parceria, no entanto, durou pouco, pois o treinador foi demitido após a eliminação na Copa do Brasil.
— O Roger é um grande treinador, um cara super humano também, um cara que sempre buscou entender a gente nesta parte física, tática e mental também. Quando eu cheguei aqui ele já estava aqui, eu já tinha escutado que ele tinha muita cobrança aqui, por determinadas coisas que não me convém opinar porque não estava aqui, Enfim, futebol é dinâmico, não deu certo, vida que segue, desejo sucesso ao Roger — disse o jogador.
Artur segue prestigiado sob o comando de Dorival Júnior, que comandou a equipe em três jogos. O atacante destaca a familiaridade do treinador com o clube, pelo qual conquistou a Copa do Brasil de 2023, como ponto positivo no início de trabalho.
— Muitos trabalharam com ele (Dorival). Percebo que ele é um cara da casa, está super acolhido, todo mundo conhece. É como se ele já estivesse aqui. Não tem tempo de treino, o calendário não permite treinar, é mais parte interna, vídeos, um pouco das ideias que ele acha que é bom para o grupo, é mais um trabalho interno que ele está passando ao grupo.
O Tricolor volta a entrar em campo neste domingo, contra o Remo, às 20h30, pelo Brasileirão. O duelo no Mangueirão será o último da equipe antes da paralisação da competição para a disputa da Copa do Mundo.
— É um jogo muito importante para a gente. Estávamos sentindo um incômodo porque não estávamos vencendo, eram oito partidas, conquistamos um triunfo importante pela Sul-Americana, mas agora é pelo Brasileiro, jogo importante para a gente depois desse último jogo descansar, e espero que seja um descanso com três pontos na mala.
Fonte: GE
