Casares pede indenização à Meta por perda de seguidores no Instagram
Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, pede na Justiça uma indenização de R$ 10 mil por danos morais contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, após perder seguidores em sua conta no Instagram.
Casares ficou cinco meses com sua conta no Instagram desativada em consequência de denúncias que, segundo sua defesa no processo, seriam falsas e feitas de forma coordenada por terceiros.
O ex-presidente afirma que tentou recuperar o acesso ao perfil por meio do suporte da Meta, mas não obteve sucesso. Durante o período, o número de seguidores caiu de 600 mil para 562 mil.
Casares só recuperou a conta após conseguir uma liminar na Justiça e agora apresentou uma petição solicitando que o tribunal analise um pedido de indenização por danos morais contra a empresa responsável pelo Instagram.
– Tal redução expressiva evidencia que a conduta do Facebook não produziu mero inconveniente temporário, mas dano concreto à presença digital, à autoridade pública, ao alcance profissional e ao ativo reputacional construído organicamente por Casares ao longo de anos – aponta trecho da defesa do ex-presidente.
O ex-presidente afirma que construiu sua base de seguidores de forma orgânica ao longo de mais de dez anos e utiliza o perfil para se comunicar com torcedores e jornalistas. Casares também alega que sua condição de idoso agrava a situação, já que não teria recebido suporte adequado da plataforma, cujo atendimento considera automatizado e ineficiente.
Casares renunciou ao cargo em janeiro, após denúncias de um esquema clandestino de venda de ingressos para camarotes em shows no Morumbis envolvendo Mara Casares, sua ex-esposa, e Douglas Schwartzmann, antigo aliado político no São Paulo. Casares também é alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Ação contra o São Paulo
Julio Casares foi expulso do quadro associativo do São Paulo no dia 10 de setembro, após decisão do Conselho Deliberativo. A punição foi baseada em um relatório da Comissão de Ética que apontou gestão temerária ou irregular durante seu mandato.
Entre os pontos levantados pela investigação interna estão aproximadamente R$ 7 milhões em saques das contas do clube sem documentação suficiente para comprovar a finalidade dos valores, além de gastos pessoais no cartão corporativo.
Após a expulsão, Casares entrou com uma ação judicial contra o São Paulo, alegando ter sido vítima de uma trama política. O ex-presidente contesta as acusações de gestão temerária e sustenta que a devolução de R$ 560 mil gastos no cartão corporativo demonstra boa-fé.
Fonte: GE
