Análise: por que o São Paulo teve a melhor atuação da temporada

Um passo fundamental para a consagração definitiva, logo na melhor noite da temporada. O São Paulo repetiu as melhores qualidades apresentadas durante esta evolução do trabalho de Rogério Ceni e parou a melhor equipe da América do Sul, o bicampeão da Libertadores.

Com intensidade do início ao fim, ritmo vertical e uma atmosfera favorável, o Tricolor fez 3 a 1 no Palmeiras e se aproximou do bicampeonato do Paulistão.

Semana a semana, o São Paulo se apresenta melhor. Mesmo com uma sequência de jogos desgastante, a equipe se sustenta fisicamente e consegue encarar de igual para igual (e ganhar) do principal time do continente desde o ano passado.

O símbolo desta competitividade está em Jonathan Calleri. O argentino brigou e incomodou durante toda a partida a dupla Gustavo Gómez e Murilo. O camisa 9 ganhou a maior parte das disputas individuais e ainda anotou dois gols, novamente mostrando o quanto é decisivo para este time.

Repetindo o roteiro dos últimos jogos, os jovens de Cotia novamente sobraram fisicamente contra os adversários. Igor Gomes, ainda mais participativo no ataque, fez uma das melhores atuações pelo clube nos últimos meses. Rodrigo Nestor deu nova assistência, enquanto Pablo Maia novamente balançou as redes.

A receita do São Paulo de Ceni é clara: mistura de jovens promissores, com ritmo intenso e qualidade, com atletas “famintos”, como Calleri e Rafinha. O grupo comprou a ideia do treinador e, juntos, podem se consagrar bicampeões paulista, algo que não acontece há 30 anos no clube.

O QUE DEU CERTO

Um São Paulo intenso e muito preparado para os duelos físicos apareceu na noite de quarta-feira. O ritmo forte com e sem a bola novamente foi fundamental para o Tricolor dominar um adversário superior, principalmente pela longevidade do trabalho de Abel Ferreira.

Em casa, com mais de 60 mil apoiando, Ceni fez a equipe se impor. Era constante a cena de Léo e Diego Costa com a posse de bola no campo de ataque, empurrando o rival e ao mesmo tempo mantendo a compactação da equipe.

Quando não evoluía com o jogo de toques mais curtos, como no lance do segundo gol com passe de Rodrigo Nestor para Pablo Maia, Calleri entrava em ação. Com disposição e ganhando fisicamente as disputas com a zaga do Palmeiras, o argentino dava tempo para a equipe se organizar.

Essa intensidade e as constantes vitórias em duelos físicos tornaram o São Paulo senhor do jogo no segundo tempo. O triunfo foi construída com naturalidade, mesmo diante da melhor defesa do Paulistão. O campeonato poderia ter terminado nesta quarta-feira.

O QUE DEU ERRADO

Difícil apontar falhas em uma noite de alto nível de concentração e intensidade do São Paulo. Porém, há pontos para correção, principalmente por alguns fatores apresentados no primeiro tempo.

Houve lentidão na recomposição em alguns momentos, que geraram contra-ataques do Palmeiras e um espaçamento raramente visto na equipe nas últimas semanas.

A velocidade palmeirense ainda incomoda e deve ser um ponto trabalhado nos próximos dias para a vitória desta quarta se tornar um título no domingo.

Fonte: GE